Família vive drama à espera de jovem desaparecido no Alagado do Iguaçu
Matheus Gustavo Schuh, de 22 anos, caiu de uma embarcação durante campeonato de pesca; buscas chegaram ao sétimo dia sem resultado
19/09/2026
Sete dias após o acidente, parentes e amigos mantêm uma corrente de oração por Matheus Gustavo Schuh. Sonar, drones, embarcações e mergulhadores foram mobilizados, mas o jovem ainda não foi localizadoA família de Matheus Gustavo Schuh, de 22 anos, enfrenta uma espera dolorosa desde que o jovem desapareceu nas águas do Alagado de Salto Santiago, em Rio Bonito do Iguaçu, na região Centro-Sul do Paraná. Apesar da mobilização diária do Corpo de Bombeiros e do uso de equipamentos tecnológicos, ele ainda não havia sido localizado até a noite deste sábado (19).
Matheus é morador de Rio Bonito do Iguaçu. Desde o acidente, os pais, Terezinha e Mauro Schuh, além de parentes e amigos, acompanham com apreensão cada nova etapa da operação. Mensagens de solidariedade e pedidos de oração têm sido publicados nas redes sociais enquanto a família aguarda que o jovem seja encontrado.
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O desaparecimento ocorreu por volta das 10h30 de sábado (12), durante o 21º Campeonato Santiago de Pesca Esportiva de Traíra. Matheus estava em uma embarcação com outros dois participantes quando o barco apresentou uma falha mecânica e perdeu o controle.
Segundo os relatos repassados às autoridades, o rompimento do cabo de direção teria feito a embarcação girar de maneira descontrolada. Os três ocupantes foram arremessados na água, em uma área conhecida como Duas Barra Mansa.
Uma equipe que navegava nas proximidades percebeu o acidente e conseguiu retirar dois homens da represa. Matheus, porém, submergiu antes de ser alcançado. Conforme o Corpo de Bombeiros, nenhum dos ocupantes utilizava colete salva-vidas no momento da queda. Os dois sobreviventes receberam atendimento do Samu.
Boné foi encontrado na margem
Ainda no início da operação, os bombeiros encontraram o boné usado por Matheus em uma das margens do alagado. O objeto passou a servir como uma das referências para a delimitação da área de buscas, mas nenhum outro vestígio foi localizado nos dias seguintes.
A Associação Santiago Pesca Esportiva cancelou a competição depois do acidente. Em nota, a entidade lamentou o ocorrido, informou que passou a colaborar com as equipes e afirmou que os competidores são orientados sobre a utilização dos equipamentos de segurança durante a navegação.
Tecnologia reforça operação
Os trabalhos mobilizam bombeiros de Laranjeiras do Sul e integrantes de uma equipe especializada da corporação, deslocada para apoiar a operação. As varreduras são retomadas pela manhã e se estendem durante o dia.
As equipes utilizam embarcações, mergulhadores, drones e um sonar de alta precisão, capaz de mapear o fundo da represa e indicar objetos ou alterações sob a água. O equipamento foi levado ao local por especialistas do Corpo de Bombeiros.
O drone permite observar uma área extensa a partir do alto, enquanto as embarcações percorrem as margens e os pontos delimitados pelos socorristas. Também são feitas verificações para identificar uma eventual emergência do corpo à superfície.
Apesar da estrutura empregada, o trabalho é dificultado pela profundidade, pela água turva e pela grande extensão da represa. A baixa visibilidade reduz a eficiência dos mergulhos e exige que cada possível indicação registrada pelo sonar seja analisada cuidadosamente.
Sete dias de espera
Na sexta-feira (18), as buscas chegaram ao sétimo dia consecutivo. Os bombeiros voltaram a percorrer o alagado, mas encerraram mais uma jornada sem localizar Matheus.
Para a família, cada manhã representa a renovação da esperança e cada encerramento sem resultado prolonga a angústia. Parentes, amigos e moradores da região mantêm uma corrente de solidariedade enquanto aguardam uma resposta.
A operação deverá continuar, com a redefinição das áreas de varredura conforme as condições da represa e as avaliações técnicas do Corpo de Bombeiros
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