EUA respondem ao Brasil na OMC e aceitam reunião para consultas
China se manifesta e pede participação no diálogo entre os dois países
10/08/2026
Os Estados Unidos responderam, nesta segunda-feira (10), à manifestação do Brasil junto à Organização Mundial de Comércio (OMC) sobre as tarifas extras impostas por eles a produtos brasileiros.
Na resposta, o país norte-americano se disse pronto para conversar e atender ao pedido de consultas feito pelo governo brasileiro.
“Os Estados Unidos aceitam o pedido do Brasil para participar das consultas. Estamos prontos para dialogar com as autoridades da sua missão em uma data mutuamente conveniente para consultas”, respondeu o governo norte-americano.
▪ Veja também
- Carne brasileira vai pagar tarifa de 67% para entrar na China
- Trump rejeita limitar IA e critica governança global da tecnologia
- Trump cita PCC e CV e diz que Brasil não conseguiu enfrentar facções
- Subsídios à gasolina e ao diesel são ampliados após alta do petróleo
- Brasil rebaixa relação com Argentina após novos insultos de Milei
O Brasil apresentou seus argumentos como um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da OMC. O documento expõe o cenário, inclusive com as alegações dos EUA de serem tratados de forma discriminatória pelo Brasil.
O pedido de consultas representa a primeira etapa formal do sistema de solução de controvérsias da OMC. Nessa fase, os países buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.
O Brasil se manifestou junto à OMC no dia 27 de julho e argumentou que as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos são “inconsistentes” com as regras definidas pela entidade.
“As medidas em questão [tomadas pelos EUA] parecem ser inconsistentes com as obrigações dos EUA sob o Acordo Geral de Tarifas e Comércio 1994”, afirmou o Brasil.
O Acordo Geral de Tarifas e Comércio traz a base normativa para aplicação de tarifas por parte dos membros da OMC.
O Brasil também afirma que é preterido pelos EUA na relação comercial, comparado a outros países da Organização Mundial do Comércio.
China
Autoridades do governo chinês também se manifestaram no mesmo pedido de consultas feito pelo Brasil e pediram autorização para participar das consultas. A China é o maior parceiro comercial do Brasil.
“China tem um interesse comercial substancial nessas consultas”, disse o documento. A China afirma que os EUA também impuseram “certas medidas” a produtos originados no país.
“Essas medidas afetam todas as exportações da China aos Estados Unidos, sujeitas a isenções específicas, e em particular as condições de competição para esses produtos originados na China e vendidos ao mercado estadunidense, como resultado de tarifas adicionais impostas. A China, portanto, solicita respeitosamente que seja permitida sua participação nas consultas nesta disputa”, acrescentou.
Todo mundo fala
-
SEGURANÇA Megaoperação deixa três mortos e prende quatro em Guarapuava e Campina do Simão -
TEMPORegião de Guarapuava em estado de alerta para chuvas e ventos intensos nesta 6ª feira -
OBITUÁRIOComoção em Guarapuava: morre o empresário Joldmar Baroni Kuster, aos 53 anos -
TEMPOGuarapuava entra em alerta para tempestades com ventos acima de 70 km/h e granizo
