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Estacho e Virmond no trabalho diário da campanha pró Flávio Bolsonaro

13/10/2026

O suplente de deputado federal Rodrigo Estacho (Podemos) come pelas "beradas", como ele diria, no bom guarapuavês. Aliado com o presidente municipal do PL, Raphael Virmond, é ele, Estacho, quem recebeu carta branca do Gabinete Moro para organizar o dia a dia da campanha de Flávio Bolsonaro em Guarapuava.

Raphael Virmond faz plantão diuturno com sua equipe no comitê da Senador Pinheiro Machado, próximo à Praça Cleve, produzindo e distribuindo adesivos de Flávio Bolsonaro.

Agro: "Oposição que mais recebe"

A vereadora Professora Terezinha (PT) inflamou a web nesta terça-feira, após discursar da tribuna da Câmara Municipal, relacionando R$2,5 bilhões em investimentos do Governo Lula em Guarapuava. Só para o agronegócio, foi mais de R$ 1 bilhão, segundo ela. "O agro foi o que mais recebeu, justo ele, que é sempre contra o Governo Lula", citou.

"Guarapuava, o meu partido"

Baitala (hoje sem partido) se sente numa posição tranquila em relação ao futuro Governo Moro. "Meu partido é Guarapuava", resume ele, para reiterar sua posição no 1º turno, em apoio ao candidato do governador Ratinho Júnior, Sandro Alex (PSD). A partir de janeiro de 2027, segundo ele, as diferenças partidárias serão menores. "Moro assume o Governo do Paraná com o compromisso de governar para todos os paranaenses. É a mesma posição que temos, de respeito à governabilidade de Moro" – ele explicou.

Contabilidade eleitoral

Flávio Bolsonaro recebeu 56.860 votos em Guarapuava no primeiro turno, contra 38.125 de Lula, uma vantagem de 18.735 votos. Outros 26.167 eleitores não compareceram, equivalentes a 19,55% do eleitorado. A soma destes números dá um bom caldo para os estrategistas, na busca de firmar ou reverter votos. 

É voto "pra xuxu"

No primeiro turno presidencial de 2026, Guarapuava registrou 2.185 votos em branco e 2.132 nulos, totalizando 4.317 votos, ou 4,01% dos votantes. Outros 26.167 eleitores não compareceram. Somadas, abstenções, brancos e nulos representam 30.484 eleitores que não escolheram um candidato à Presidência.

Moro com prefeitos em Curitiba

Sergio Moro reuniu prefeitos e lideranças nesta terça-feira (13), no Madalosso, em Curitiba, para organizar a campanha de Flávio Bolsonaro. Estima-se que encontro teve cerca de 230 prefeitos e quase 3 mil participantes. Flávio participou por vídeo e pediu mobilização nas ruas e nas redes. 

Na estrada

O principal anúncio foi uma agenda de Bolsonaro nas três capitais do Sul: Porto Alegre nesta quarta-feira (14), sob organização de Luciano Zucco; Florianópolis no sábado (17), pela manhã, com Jorginho Mello; e Curitiba no sábado à tarde, com carreata e comício. 

Roteiro simbólico

Em Curitiba, a concentração está prevista perto da Polícia Federal, em Santa Cândida. O percurso passará pela região da Justiça Federal, no Ahú, e terminará na Boca Maldita. Moro apresentou a manifestação como um ato contra Lula e de apoio a Flávio. 

Ponte partidária

A reunião aproximou representantes de partidos que estiveram em campos diferentes na eleição estadual. Além de PL, Novo e Podemos, participaram lideranças de Republicanos, PSD, MDB e União Progressistas.

Fora do país

Ratinho Junior está em viagem de férias ao exterior. O destino não foi confirmado. A ausência no encontro deixa Moro com maior exposição no palanque paranaense de Flávio, embora não indique, por si só, rompimento entre o atual governador e o sucessor. A ausência de Ratinho Júnior na campanha de Flávio Bolsonaro, porém, faz efeito. Ele declarou estar no mesmo campo e, em seguida, retirou-se para o vestiário.

Dupla função

A leitura política do jantar de Moro vai além da eleição presidencial: ao mobilizar prefeitos por Flávio, o futuro governador também constrói interlocução com administradores municipais que encontrará no governo. A aproximação pode facilitar sua articulação estadual, mas presença em ato eleitoral não equivale a compromisso com a futura gestão. Vai depender do formato da nova gestão e o prato que ele servirá aos municípios a partir de janeiro – para além do cardápio de um jantar festivo.

Nome na roda

O deputado Delegado Jacovós aparece entre os cotados para a liderança do governo Moro ou para um posto na Mesa Diretora da Assembleia.. Trata-se de uma possibilidade de bastidor, ainda sem anúncio de escolha pelo governador eleito. 

Maioria em construção

Moro afirmou que sua coligação elegeu 20 deputados estaduais e que pretende ampliar o diálogo com outras bancadas. A futura sustentação na Alep dependerá dessas conversas, em paralelo à disputa pelos cargos de comando do Legislativo. O mais influente dos Campos Gerais

Caneta guardada

O governador eleito mantém o secretariado sem anúncio. Em entrevista à CBN Curitiba, disse que já tem nomes em vista, mas dará prioridade ao levantamento da situação administrativa e à reorganização do Estado. Também reiterou a intenção de reduzir o número de secretarias, sem definir quantas serão extintas ou incorporadas. 

Bolsa de nomes

Entre observadores, especula-se a lista de possíveis integrantes do 1º escalão estadual: Roberto Leonel ou René Garcia para a Fazenda e Mauro Moraes ou Leandro Rosa para a Casa Civil. São nomes apresentados pelo veículo como apostas do Centro Cívico, sem confirmação oficial. O vice-governador eleito Edson José de Vasconcelos pode assumir uma pasta ligada ao setor empresarial, sua área de atuação.

Orçamento primeiro

Enquanto os cargos seguem em discussão, Moro já conversou com Ratinho Junior e Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa, sobre a transição. Entre os assuntos estão as contas estaduais, os programas em andamento e eventuais ajustes no orçamento de 2027 – decisões que darão forma ao primeiro ano da nova administração.

Há controvérsias

E se o presidente Lula conseguir se reeleger?

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