Esposa atraiu amante do marido por "armadilha digital": o caso que chocou Pitanga
Mulher agrediu a outra a pauladas; uma presa, outra no hospital
11/03/2026
Esposa se fez passar pelo marido e enviou mensagem para a amante, que aceitou o encontro sem desconfiar (Imagem ilustrativa)A história que começou como uma suspeita conjugal e ganhou contornos de investigação improvisada nas redes sociais terminou em agressão grave na madrugada do último domingo (8), no centro de Pitanga. O episódio, ocorrido justamente no Dia Internacional da Mulher, ainda repercute na cidade pela sequência de acontecimentos que transformou uma conversa virtual em caso de polícia.
Segundo as informações, uma mulher de 27 anos deu entrada em um hospital local por volta de 0h10 de domingo com ferimentos graves na cabeça e diversas escoriações pelo corpo. A vítima relatou ter sido atraída até o local da briga por meio de um aplicativo de mensagens após dias de conversa com quem acreditava ser o homem com quem mantinha um relacionamento amoroso.
A revelação viria depois. Do outro lado da tela não estava o suposto parceiro, mas a esposa dele, uma mulher de 24 anos que decidiu assumir a identidade do marido nas conversas para confirmar a suspeita de traição.
De acordo com o relato registrado pela polícia, a esposa teria usado o telefone do companheiro para dialogar com a amante. Após confirmar a relação extraconjugal, marcou um encontro presencial. A vítima, acreditando que se tratava do homem, compareceu ao local combinado.
A cena que encontrou, porém, foi outra.
Segundo a investigação preliminar, ao se depararem frente a frente, a situação rapidamente saiu do controle. A suspeita teria atacado a mulher com pedaços de madeira, provocando cortes profundos na região da cabeça e ferimentos pelo corpo. A vítima precisou de atendimento médico imediato e permaneceu sob observação devido à gravidade das lesões.
Acionada, a equipe da Polícia Militar foi até a residência da agressora. Em depoimento inicial, ela apresentou uma versão diferente da vítima e alegou ter agido em legítima defesa. No entanto, mensagens encontradas no celular e analisadas pelos policiais indicariam que a conversa usada para marcar o encontro partiu da própria suspeita, reforçando a versão apresentada pela mulher agredida.
A autora foi presa e encaminhada para os procedimentos legais.
Durante a abordagem, os policiais também identificaram a presença de crianças na residência. Por essa razão, o Conselho Tutelar foi acionado para realizar o acolhimento das menores.
O caso agora está sob responsabilidade da Polícia Civil do Paraná, que deve aprofundar a investigação para esclarecer as circunstâncias da agressão e definir os enquadramentos legais.
Na cidade do centro do Paraná, o episódio rapidamente se espalhou em conversas e redes sociais. Mais do que um caso de infidelidade exposta, o que chama atenção é o roteiro quase novelesco que terminou em violência real – um lembrete de como conflitos privados, quando atravessados pela exposição digital e pela impulsividade, podem terminar nas páginas policiais.

