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Acusado de matar homem em frente a escola vai a júri popular em Guarapuava

Crime ocorreu no fim da tarde, em área de grande circulação

23/06/2026
Everton Madureira (no destaque), ma época com.36 anos, foi executado com vários disparos por Carlos Gabriel Oliveira, de 22 anosEverton Madureira (no destaque), ma época com.36 anos, foi executado com vários disparos por Carlos Gabriel Oliveira, de 22 anos

O homem acusado de matar Everton Robison Madureira, 36, em frente a uma escola municipal de Guarapuava, está sendo julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (23). O caso ganhou repercussão pela execução ter ocorrido em horário de saída escolar, diante de moradores e próximo de famílias que circulavam pela região.

O réu Carlos Gabriel Oliveira Ferreira, 22, responde ao processo pelo homicídio ocorrido em junho de 2025, em frente à Escola Municipal Hipólita Nunes Oliveira, no bairro Boqueirão.

Segundo a investigação, Everton foi morto por volta das 17h, período de intenso movimento nas imediações da unidade escolar. Equipes da Polícia Militar foram acionadas após os disparos e encontraram a vítima sem sinais vitais.

A perícia indicou que Everton foi atingido por mais de cinco tiros, possivelmente de calibre 32. Um dos disparos também atingiu um Renault Duster estacionado próximo ao local. Dentro do veículo estavam duas mulheres e uma criança, que não ficaram feridas.

De acordo com informações reunidas durante o inquérito, o acusado se apresentou posteriormente à Polícia Civil acompanhado de advogado e admitiu ter efetuado os disparos.

Em depoimento, afirmou que mantinha desavenças com a vítima havia cerca de um ano e alegou histórico de ameaças entre ambos. Também declarou que agiu sozinho, embora o cunhado estivesse no local no momento do crime.

Apesar da confissão, ele não permaneceu preso na ocasião porque ainda não havia mandado de prisão preventiva expedido. Posteriormente, a Justiça determinou a prisão.

No julgamento desta terça, caberá ao Conselho de Sentença decidir sobre a responsabilidade criminal do réu. A acusação deverá sustentar a tese de homicídio, enquanto a defesa poderá apresentar sua versão dos fatos e contestar elementos da denúncia.

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