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Soja fica em R$ 137,20 em Guarapuava, enquanto Chicago encerra semana em queda

Referência regional permanece estável nesta sexta-feira; mercado brasileiro tem poucos negócios e chuvas dificultam os trabalhos no campo paranaense

16/10/2026
Produtores de Guarapuava acompanham a pressão do mercado externo sobre a soja, enquanto as chuvas dificultam os trabalhos no campo paranaenseProdutores de Guarapuava acompanham a pressão do mercado externo sobre a soja, enquanto as chuvas dificultam os trabalhos no campo paranaense

A soja manteve a referência de R$ 137,20 por saca de 60 quilos na região de Guarapuava nesta sexta-feira (16), enquanto o mercado internacional encerrou a quinta sessão consecutiva de queda.

O contraste marcou o dia do agro: estabilidade nas cotações regionais, pressão externa sobre os preços e atenção às chuvas que dificultam o plantio e a colheita no Paraná. O valor local consta no levantamento do Deral divulgado pelo Sistema FAEP, atualizado às 10h47.

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As referências do Núcleo Regional da Secretaria da Agricultura permaneceram sem alteração em relação à quinta-feira.



São preços de referência do mercado de balcão, nas negociações entre produtores, cooperativas, cerealistas e atacadistas.

Os valores efetivos podem variar conforme as condições da operação. 

Soja recua em praças brasileiras 

No mercado nacional, a comercialização teve pouca movimentação, com vendedores pedindo valores acima das ofertas dos compradores.

Segundo levantamento da Safras & Mercado publicado pelo Canal Rural, a saca caiu de R$ 145 para R$ 144 em Cascavel e de R$ 156 para R$ 155 em Paranaguá. Em Rondonópolis (MT), passou de R$ 142 para R$ 141; Dourados (MS)  manteve R$ 140,50.

Essas referências correspondem a mercados e condições comerciais diferentes dos preços de balcão do Deral. 

Colheita americana pressiona Chicago

O contrato de soja para novembro fechou a US$ 12,605 por bushel, queda diária de 0,19% e perda de 2,5% na semana. O avanço da colheita nos Estados Unidos e a expectativa de oferta elevada pressionaram os contratos, apesar de novas vendas à China.

O dólar comercial também recuou: encerrou a sexta-feira a R$ 5,0727, baixa de 0,30%, embora tenha acumulado valorização de 1,7% na semana. A combinação de Chicago e câmbio em queda reduz o suporte aos preços brasileiros. 

Chuvas chamam atenção no Paraná 

No campo, o boletim mais recente do Deral aponta 39% da área de soja semeada no Paraná, sobre uma previsão superior a 5,7 milhões de hectares. O milho chegou a 90% dos 371 mil hectares previstos. Os percentuais são estaduais.

A preocupação mais imediata envolve as culturas de inverno. Entre os 182 mil hectares de trigo ainda por colher, 12% das lavouras foram classificadas como ruins, 42% como médias e 46% como boas. As chuvas frequentes prejudicam a qualidade dos grãos e limitam a entrada das máquinas.

Para o agro de Guarapuava, o cenário recomenda acompanhar tanto as oportunidades de comercialização quanto as condições de colheita e implantação da próxima safra. O Deral prevê nova estimativa da produção de inverno em 29 de outubro. 

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