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Pesquisas desenham duas disputas na reta final

24/09/2026

Sergio Moro (PL) lidera a corrida ao Governo do Paraná com 36%, segundo a Quaest divulgada na quinta-feira (24). A 16 pontos de distância, Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT) aparecem com 20% cada. O empate numérico transfere para a segunda vaga o principal confronto desta fase da campanha.

Sandro passou de 7% em julho para 15% em agosto e 20% em setembro. Requião variou de 18% para 21% e 20%; Moro, de 39% para 37% e 36%. A distância de seis pontos que separava Sandro de Requião há um mês desapareceu.

A leitura de julho exige uma ressalva. Rafael Greca tinha 12% como candidato ao governo naquela rodada e depois se tornou vice de Sandro. Os dados registram o avanço do candidato do PSD, mas não permitem calcular quanto dele se deve à mudança na chapa.

A conta de Moro

Os demais candidatos somam 43% das intenções de voto, ante 36% de Moro. Se apenas os votos atualmente declarados em candidatos fossem considerados válidos, o líder teria cerca de 45,6% deles. É uma simulação, não uma previsão: 12% dos entrevistados estão indecisos, e suas escolhas ainda podem alterar a conta do primeiro turno.

Para Moro, conservar os 16 pontos de vantagem sobre cada adversário não basta, por si só, para garantir uma vitória em 4 de outubro. Ele precisa superar a soma dos votos válidos dados aos concorrentes.

Confrontos possíveis

Nas simulações de segundo turno da Quaest, Moro tem 48% contra 32% de Requião e 43% contra 29% de Sandro. Num confronto sem o líder atual, Sandro marca 38%, ante 32% de Requião. Os números descrevem escolhas feitas diante de cenários hipotéticos; ainda não definem quem disputará a rodada decisiva.

Institutos, fotografias distintas

RealTime Big Data e Paraná Pesquisas também colocaram Moro na liderança, mas com resultados diferentes para os três principais nomes. No RealTime, o placar foi de 35% para Moro, 27% para Sandro e 22% para Requião. No Paraná Pesquisas, de 44,7%, 19,7% e 23%, respectivamente. As sondagens foram feitas em períodos e condições distintos e não formam uma única série de evolução.

Presidência: o voto lembrado sem lista

Na pesquisa espontânea do Datafolha, Lula (PT) é citado por 36% dos eleitores e Flávio Bolsonaro (PL), por 27%. Uma semana antes, tinham 35% e 26%. Jair Bolsonaro, que não é candidato, ainda é mencionado por 4%. A parcela de indecisos caiu de 21% para 18% nessa pergunta.

A espontânea mede quem o eleitor menciona sem receber uma lista de nomes. Seus percentuais, portanto, não substituem os da pesquisa estimulada para o primeiro turno.

Escolhas firmes

O Datafolha aponta que 80% dos eleitores se dizem totalmente decididos sobre o voto presidencial; 20% admitem mudar. A firmeza é semelhante nas duas principais candidaturas: 87% entre os eleitores de Lula e 85% entre os de Flávio. A disputa por votos ainda disponíveis ocorre, assim, num eleitorado em que a maioria afirma já ter feito sua escolha.

Rejeição igual

Lula e Flávio têm o mesmo índice de rejeição: 45% dizem que não votariam de jeito nenhum em cada um. Ambos registravam 47% na semana anterior. Renan Santos aparece com 15%; Romeu Zema, com 14%; Ronaldo Caiado, com 13%; e Augusto Cury, com 8%. Como o entrevistado pode rejeitar mais de um candidato, os percentuais não devem ser somados.

Aprovação e avaliação

Metade dos entrevistados desaprova o trabalho de Lula como presidente, índice estável em relação à rodada anterior. A aprovação é de 47%, ante 48%. Na avaliação do governo, 40% o consideram ruim ou péssimo, 34% o classificam como ótimo ou bom e 24%, como regular.

As duas perguntas medem aspectos diferentes. A oscilação de um ponto na aprovação e a de dois pontos na avaliação negativa, isoladamente, não estabelecem uma mudança de tendência.

Há controvérsias?

O que poderá mudar o curso das eleições?

 

 

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