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Baitala assume direção na campanha de Flávio Bolsonaro

06/10/2026

O prefeito Denilson Baitala (sem partido) deverá assumir o comando da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), em Guarapuava. Ele gravou um vídeo, publicado nesta terça-feira (6) em rede social, no qual declara total apoio ao vencedor do 1º turno. Ele está organizando um grande comitê, principalmente com nomes do agro, que tiveram destacada atuação nos movimentos bolsonaristas do passado.

Baitala foi eleito pelo PL, mas se obrigou se a desfiliar no início da campanha eleitoral, em apoio ao candidato de Ratinho Jr. (PSD), Sandro Alex. Foi uma decisão pragmática: Baitala preferiu ficar aliado ao governo, consciente que era o melhor caminho diante dos milhões empenhados no Governo do Estado em projetos para Guarapuava. Com a derrota de Sandro Alex, o prefeito guarapuavano sente-se à vontade para voltar às origens.

Retorno ao cotidiano

Artagão Júnior (PSD) e Dr Antenor (PT) retornaram às atividades parlamentares, depois de terem seus nomes sacramentados pelos eleitores no domingo último. Cesar Silvestri Filho, que completa o terceiro candidato eleito a deputado estadual de Guarapuava, foi a Curitiba para entrevista a um programa de televisão.

Eleição na Câmara Municipal

Vereadores de Guarapuava cogitam antecipar a eleição para a Câmara Municipal nas próximas semanas, antes do 2º turno presidencial. A ideia vinha sendo alimentada antes das eleições de domingo e previa um segundo turno entre Sandro Alex e Sérgio Moro. Pode ter perdido força diante das circunstâncias. Havia pré-candidato prometendo "lotear" cargos do Governo do Estado em Guarapuava, em troca de apoio à candidatura e de articulações para a presidência do Legislativo. Vamos ver como os vereadores reagem a esse tipo de chantagem a partir de agora. 

Quem quer

Entre os nomes que se colocam para substituir Pedro Moraes (MDB) na presidência da Câmara estão: Professor Pablo (PP), Márcio Carneiro (Cidadania), ambos agora no Grupo Família Silvestri, Nego Silvio (PL), Professora Bia (PV), Sérgio Kiçula (PSB), todos da base do prefeito Denilson Baitala, e Pastor Gilson da Ambulância (PSB). 

Deltan vai a julgamento

O TSE pautou para quinta-feira (8), às 10h, o recurso sobre a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. A intimação foi juntada ao processo nesta terça-feira (6). A inclusão na pauta não garante que o julgamento termine na mesma sessão. 

Vitória condicionada

Deltan ganhou nas urnas, mas ainda precisa confirmar a elegibilidade. Floriano de Azevedo Marques negou o registro na véspera da eleição; Nunes Marques suspendeu a decisão no domingo. O Plenário examinará se os fundamentos que derrubaram sua candidatura em 2023 continuam aplicáveis em 2026. 

Urnas novamente

Se o registro for definitivamente negado e a eleição de Deltan invalidada, a regra é convocar eleição suplementar para a vaga. O terceiro colocado não assume automaticamente, nem provisoriamente: o STF afastou essa possibilidade. A convocação dependerá dos efeitos da decisão e de eventuais medidas suspensivas. 

A hipótese de nova eleição total

Um eventual indeferimento da candidatura de Deltan Dallagnol pode gerar um xabu total nas eleições do Paraná. Há observadores que cogitam a hipótese de, cassando Dallagnol, o TSE terá que anular a eleição ao Senado inteira no Paraná, inclusive de Filipe Barros (PL), o mais votado. Esses teóricos entendem que a permanência de Dallagnol no pleito de 4 de outubro "contaminou" toda a campanha, e não só a dele.

Independência do TSE

Por outro lado, Deltan Dallagnol é um dos maiores líderes da direita no Brasil, que foi a maior vitoriosa nas eleições. E isto tem muito significado para os ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Vai servir para reforçar independência – custe o que custar – ou sinaliiza simpatia para a futura maioria direitista das duas Casas Legislativas.

Adversário convertido

Flávio Bolsonaro acertou nesta terça-feira, em Goiânia, o apoio de Ronaldo Caiado ao segundo turno. O ex-adversário terminou a disputa presidencial com 2,18% dos votos válidos. O movimento amplia a aliança do candidato do PL para enfrentar Lula. 

Constituição na mira

No mesmo encontro, Flávio vinculou a eleição de parlamentares de direita à possibilidade de alterar a Constituição. Disse que o resultado permite buscar o comando da Câmara e do Senado. Transformar essa força eleitoral em maioria legislativa será uma etapa adicional. 

Jornada eleitoral

Lula passou o dia em reuniões com a coordenação de campanha, em Brasília. À noite, colocou o fim da escala 6×1 no centro do discurso e cobrou uma posição de Flávio sobre a proposta em discussão no Senado. A pauta trabalhista passou a integrar o confronto direto do segundo turno. Lula trouxe novamente o marqueteiro João Santana para casa, ele que foi responsável por sua eleição em 2022.

Encontro adiado

A Band transferiu seu debate presidencial de 11 para 18 de outubro, às 20h. Lula e Flávio manifestaram disposição para debater, mas as campanhas ainda não haviam confirmado presença em todos os encontros. Nenhum dos dois participou de debates no primeiro turno. 

Mudança de rota

Sérgio Moro cancelou compromissos previstos para terça e quarta-feira em Curitiba e viajou a Brasília.A agenda inclui as discussões sobre o fim da escala 6×1 no Senado e articulações com a campanha de Flávio Bolsonaro. Eleito governador, Moro permanece senador até deixar o cargo. 

Passagem de bastão

Luiz Felipe Cunha, suplente de Moro, acompanhou a viagem. A programação inclui uma apresentação da rotina do Senado ao futuro sucessor. Não há indicação de que Moro antecipará sua saída antes da posse no governo estadual.

Onda petista

O PT de Guarapuava deverá se reunir em plenária para encaminhar a campanha pró-Lula no município. No Paraná, a deputada federal eleita Ana Júlia é o nome da vez: um encontro na noite desta terça-feira, com mais de 1 mil pessoas na Capital paranaense, foi o embalo para o movimento lulista na Terra dos Pinheirais. 

Muro baixo

Deputados do PSD, ex-aliados de Ratinho Júnior e Sandro Alex, já acenaram com lenços e flâmulas para o novo governador. Estão costeando a cerca e é só Moro dizer "venha", que já estão lá.

Maioria por construir

Moro venceu o governo, e sua coligação elegeu 20 dos 54 deputados estaduais: 14 do PL, três do Novo e três do Podemos. Faltam oito apoios para alcançar a maioria absoluta. A negociação com outras bancadas definirá o tamanho do governo na Assembleia. 

Troca de cadeiras

A Alep terá 23 novos representantes e 31 reeleitos, uma renovação de 42,59%. PL e PSD dividirão o posto de maiores bancadas, com 14 deputados cada. O partido de Moro cresceu de cinco para 14 cadeiras na comparação com a eleição de 2022.

Há controvérsias

Haverá alguém da região de Guarapuava no Secretariado de Moro?

 

 

 

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