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Paraná registra avanço em terapias alternativas no SUS: mais de 69 mil atendimentos em 2025

Técnicas milenares auxiliam pacientes na prevenção e tratamento de doenças

20/10/2025

Em uma pequena unidade de saúde na região Sudoeste do Paraná, Marilei Schuster Kalamar, de 52 anos, inicia sua manhã com uma sessão de massoterapia. Diagnosticada com fibromialgia e reumatismo, ela é uma entre os mais de 77 mil paranaenses que, só em 2025, participaram de práticas integrativas e complementares (PICS) oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.

“Antes, havia dias em que eu mal conseguia sair da cama. Hoje, consigo caminhar, dormir melhor e retomar minha rotina”, relata Kalamar.

O caso dela não é isolado. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, de janeiro a outubro deste ano, o Paraná já contabilizou 69.000 atendimentos em PICS, disponíveis em 716 unidades de saúde de 244 municípios.

As práticas vão além da acupuntura tradicional e incluem métodos como fitoterapia, meditação, reiki, yoga, hipnoterapia, osteopatia, dança circular e aromaterapia – um leque de 29 abordagens reconhecidas oficialmente pela legislação estadual.

Segundo o secretário estadual de Saúde em exercício, César Neves, as indicações são feitas por profissionais da rede pública, com foco em tratar o indivíduo em sua totalidade: corpo, mente e aspectos sociais. “Essas práticas são reconhecidas por auxiliar na redução de dores, ansiedade e estresse, além de contribuírem com o tratamento de doenças crônicas”, disse.

Expansão com base em evidência e diretrizes internacionais 

A inclusão das PICS no SUS não é nova, mas ganha força em meio ao aumento da demanda por tratamentos menos invasivos e com foco no bem-estar. Desde 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares autoriza sua oferta no Brasil. No Paraná, a regulamentação local foi estabelecida pela Lei nº 19.785/2018.

A Organização Mundial da Saúde recomenda, desde 1979, que seus Estados-membros integrem saberes da medicina tradicional aos sistemas formais de saúde, especialmente na atenção primária.

No Paraná, essa integração se concretiza em ações como sessões de arteterapia para grupos com ansiedade, acupuntura com eletroestimulação para dores crônicas, ou rodas de terapia comunitária integrativa em áreas rurais. Para a população, o acesso ocorre por encaminhamento em unidades básicas, após avaliação de profissionais de saúde.

Para Marilei, os resultados falam por si. “O atendimento que recebo é mais do que físico – é humano. Eu me sinto ouvida e cuidada.”

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