Gestores discutem caminhos para aperfeiçoar a saúde regional
Consórcio que atende milhares de pacientes quer ampliar investimentos para sustentar a demanda
23/07/2026
A discussão do orçamento do Consórcio Intermunicipal de Saúde da 5ª Regional (CIS 5ª Regional) para 2027 reuniu nesta quinta-feira (23) prefeitos e representantes dos 20 municípios consorciados em um momento em que a pressão sobre a rede regional de saúde continua sendo um dos principais desafios do Centro-Sul do Paraná. O secretário municipal de Saúde, Guto Klosowski, representou o município se Guarapuava nas discussões. O município concentra a maior estrutura hospitalar e ambulatorial da região e absorve diariamente pacientes encaminhados das cidades vizinhas.
A assembleia marcou o início da análise da proposta orçamentária que definirá os investimentos do consórcio para o próximo ano. Além da previsão de despesas, o debate teve como foco a ampliação da capacidade de atendimento, a manutenção dos serviços especializados e a busca por maior eficiência no uso dos recursos públicos.
A importância da discussão vai além da gestão financeira. Guarapuava responde pela maior parte dos atendimentos especializados da 5ª Regional de Saúde e funciona como referência para procedimentos de média e alta complexidade, concentrando hospitais, ambulatórios, exames especializados e serviços de urgência para uma população regional próxima de 500 mil habitantes.
Esse modelo regionalizado faz com que parte significativa da demanda atendida na cidade tenha origem nos demais municípios, consorciados ou não. O aumento constante da procura por consultas especializadas, exames e internações amplia a pressão sobre a infraestrutura hospitalar, exigindo investimentos permanentes em equipes, equipamentos, leitos e plantões médicos.
Nos últimos anos, a rede de saúde de Guarapuava tem enfrentado desafios relacionados à superlotação em determinados serviços, filas para consultas especializadas e necessidade de ampliar a capacidade hospitalar. O cenário reforça a importância do planejamento regional para distribuir recursos de forma compatível com a demanda e garantir que o município mantenha condições de atender tanto sua população quanto os pacientes encaminhados de toda a região.
Representando o prefeito Denilson Baitala, o secretário Guto Klosowski afirmou que a discussão orçamentária precisa considerar os resultados práticos dos investimentos.
"Mais do que discutir números, estamos debatendo o que esses valores investidos vão refletir em benefícios para toda a comunidade de Guarapuava, seja em exames, consultas ou plantões médicos. Queremos que esses recursos sejam enxutos, mas que representem um bom investimento em qualidade para todos os guarapuavanos", disse o secretário.
Klosowski destacou ainda que o CIS é responsável por serviços considerados estratégicos para os municípios da região, entre eles o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), consultas e exames especializados, a gestão do Samu Regional, dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e outros atendimentos realizados diariamente.
O presidente do CIS 5ª Regional e prefeito de Campina do Simão, André de Paula, ressaltou que a participação dos gestores municipais é fundamental para definir as prioridades do consórcio.
"A discussão, por mais acalorada que seja, é sempre benéfica para o consórcio. Precisamos que os municípios participem cada vez mais. Hoje tivemos a presença de 11 prefeitos e três representantes, mas somos 20 municípios. Estamos falando da saúde de aproximadamente meio milhão de habitantes. Isso demonstra a importância do CIS para toda a nossa região", afirmou.
A proposta orçamentária seguirá agora para análise dos municípios consorciados. Após aprovação pelas câmaras municipais, o texto retorna ao CIS 5ª Regional para deliberação final, estabelecendo os investimentos que irão financiar a continuidade e a ampliação dos serviços prestados aos 20 municípios da região.
Para Guarapuava, que concentra a maior estrutura de atendimento do Centro-Sul paranaense, o planejamento do consórcio representa um dos principais instrumentos para garantir que a rede regional consiga acompanhar o crescimento da demanda sem comprometer a qualidade da assistência oferecida à população.
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