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Paraná projeta novo recorde de investimentos em 2026 após aporte de R$ 7 bilhões

Proposta prevê R$ 81,6 bilhões em receitas, com 14% destinados a investimentos

02/02/2026
Números foram apresentados aos deputados estaduais pelo  chefe da Casa Civil, João Carlos OrtegaNúmeros foram apresentados aos deputados estaduais pelo chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega

O governo do Paraná apresentou nesta segunda-feira (2), na abertura do ano legislativo estadual, um balanço das ações executadas em 2025 e as projeções fiscais e de investimento para 2026. O relatório, com mais de 700 páginas, prevê manutenção do ritmo elevado de investimentos e expansão moderada da receita estadual.

O documento foi entregue à Assembleia Legislativa pelo chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, representando o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), e atende à exigência constitucional de envio da mensagem anual do Executivo ao Legislativo.

Segundo o governo, os investimentos empenhados em 2025 somaram R$ 7,18 bilhões – o maior valor da série histórica – superando os R$ 6,41 bilhões de 2024 e mais que dobrando o volume registrado em 2018. Para 2026, a proposta orçamentária projeta R$ 7,1 bilhões em investimentos, alta de 11% em relação ao previsto na Lei Orçamentária de 2025.

Na área macroeconômica, o Estado estima crescimento de 3,1% do PIB em 2025, alcançando R$ 785 bilhões. Caso a projeção se confirme, o produto estadual terá quase dobrado em oito anos — em 2018, o PIB paranaense era de R$ 440 bilhões. O Paraná segue como a quarta maior economia do país.

A receita líquida estadual atingiu R$ 79,8 bilhões em 2025, com crescimento real de 3%. Para 2026, a previsão é de R$ 81,6 bilhões, o maior valor já estimado pelo governo.

Desse total, 51% devem ser destinados a despesas com pessoal e encargos sociais, enquanto os investimentos responderão por 14% do gasto total.

O governo destacou a melhora dos indicadores fiscais. Em 2025, o Estado atingiu endividamento líquido negativo de 10,75% da Receita Corrente Líquida, o menor nível em seis anos, e manteve nota A+ no índice de Capacidade de Pagamento (Capag) do Tesouro Nacional. Um decreto de contenção de gastos editado no ano passado teria gerado economia superior a R$ 2 bilhões.

Na arrecadação, o IPVA cresceu 7,7% em 2025, impulsionado por ações de cobrança de débitos inscritos em dívida ativa. Com o equilíbrio fiscal, o governo reduziu a alíquota do imposto de 3,5% para 1,9% em 2026, uma das menores do país.

O desempenho do setor agropecuário também contribuiu para o crescimento econômico. A produção agrícola avançou 23,5% em 2025, com destaque para a soja, que registrou alta de 14,6%. Na pecuária, houve expansão na produção de frangos (1,5%), suínos (9,3%) e bovinos (10,5%), apesar de restrições comerciais externas.

No mercado de trabalho, o rendimento médio alcançou R$ 3.961 até o terceiro trimestre de 2025, o maior da série histórica, com taxa de desemprego de 3,5%. A massa salarial cresceu 13,2%, sustentando o consumo, embora o governo reconheça desaceleração diante do maior endividamento das famílias e do crédito mais restrito.

Entre as principais obras em andamento estão a Ponte de Guaratuba, com entrega prevista para abril, além de duplicações e restaurações em rodovias estaduais. Programas de urbanização e ampliação do atendimento público, como o Poupatempo Paraná, também devem continuar em 2026.

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