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Operação com ações em Guarapuava prende 106 pessoas em três estados

Polícia cumpriu 92 mandados de prisão e deteve outras 14 pessoas em flagrante

14/10/2026
Polícia Civil não divulgou detalhes da operação em Guarapuava: investigação apura tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentosPolícia Civil não divulgou detalhes da operação em Guarapuava: investigação apura tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 106 pessoas nesta quarta-feira (14) em uma operação contra uma organização criminosa, com ações em Guarapuava, Laranjeiras do Sul e outros 21 municípios do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo. Segundo a corporação, foram cumpridos 92 mandados de prisão e 120 de busca e apreensão, além de realizadas 14 prisões em flagrante.

A operação, conduzida em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR), mobilizou mais de 500 policiais. Entre os presos está uma advogada de Realeza, no Sudoeste paranaense, investigada por supostos vínculos com o grupo. O balanço divulgado não detalha quantas prisões ocorreram em Guarapuava e Laranjeiras do Sul Civil. Segundo a direção da  Polícia Civil, em contato com o Portal Paraná Central, as informações estão restritas. Clic aqui e veja como foi a operação nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira.

Nas buscas, foram apreendidos celulares, três armas de fogo, munições, documentos, um quilo de maconha e mais de 300 gramas de cocaína. Em Curitiba, os agentes também localizaram 38 pés de maconha em uma estufa.

A investigação começou em Clevelândia após episódios de tortura e cárcere privado atribuídos ao grupo. De acordo com a PCPR, a organização também ameaçava devedores do tráfico e coordenava o transporte, o armazenamento e a distribuição de drogas em diferentes cidades.

O rastreamento das ordens levou a celulares clandestinos em uma penitenciária do Sudoeste do Paraná. A polícia identificou ainda transferências por Pix para contas de terceiros, depósitos fracionados e uma suposta empresa de fachada do setor de transportes usada para receber pagamentos de cargas de drogas.

A Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário das contas investigadas e o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos.

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