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Marcelo Rangel diz em Guarapuava que Moro deveria concluir mandato no Senado

Candidato a deputado federal pelo PSD acusa adversário de não apresentar propostas nem ter experiência administrativa para governar o Paraná

18/09/2026
Marcelo Rangel defendeu que Sérgio Moro conclua o mandato no Senado e questionou sua experiência administrativa. A declaração ocorreu durante encontro político com apoiadores e representantes do setor rural em GuarapuavaMarcelo Rangel defendeu que Sérgio Moro conclua o mandato no Senado e questionou sua experiência administrativa. A declaração ocorreu durante encontro político com apoiadores e representantes do setor rural em Guarapuava

O deputado estadual e candidato a deputado federal Marcelo Rangel (PSD) afirmou, durante agenda em Guarapuava nesta quarta-feira (16), que Sérgio Moro (PL) prestaria um serviço melhor ao Paraná se concluísse integralmente o mandato no Senado, em vez de disputar o Governo do Estado. Segundo Rangel, Moro entra na corrida ao Palácio Iguaçu “sem nenhuma proposta e experiência administrativa”.

Rangel esteve em Guarapuava acompanhado do deputado estadual Artagão Júnior (PSD). A agenda incluiu encontro com colaboradores de campanha e representantes do setor rural, além de uma passagem pela Cooperativa Agrária.

Em pronunciamento no comitê de Artagão Júnior, Marcelo Rangel procurou reforçar sua ligação familiar com Guarapuava. Ele afirmou que sua mãe pertence à família Cruz, a mesma da ex-primeira-dama Renata Cruz, esposa do ex-prefeito Cesar Silvestri Filho.

Atual deputado estadual, Rangel foi prefeito de Ponta Grossa por dois mandatos, entre 2013 e 2020

Críticas a Moro e aos senadores do Paraná

Durante o discurso, Rangel perguntou aos participantes se conheciam os atuais senadores do Paraná. Diante das respostas negativas da maior parte do público, afirmou que Moro “não fez nada pelo Paraná” e que sua eventual eleição ao Governo do Estado seria ainda mais prejudicial.

As declarações representam uma crítica política do candidato do PSD. Rangel não apresentou, durante o trecho relatado do pronunciamento, um levantamento sobre projetos, emendas ou recursos destinados por Moro ao Estado.

“Quem é o suplente de Moro?”, perguntou Rangel. Entre os presentes, apenas Artagão Júnior respondeu que sabia.

O primeiro suplente de Sérgio Moro é o advogado Luis Felipe Cunha. Ele assumiria a cadeira caso Moro deixasse definitivamente o mandato para ocupar o Governo do Paraná. O segundo suplente é o empresário Ricardo Guerra, de Pato Branco.

Advogado radicado em Curitiba e amigo pessoal de Moro, Cunha tem pouca projeção eleitoral e nunca exerceu mandato político. Sua eventual chegada ao Senado tornou-se um dos argumentos empregados pelos adversários do candidato do PL durante a campanha estadual.

“Mais uma aventura”

Marcelo Rangel declarou ainda que o Paraná não pode se lançar em “mais uma aventura”. Ele também criticou os senadores Oriovisto Guimarães e Flávio Arns, chamados pelo candidato de “ilustres desconhecidos” depois de eleitos.

Rangel relacionou a falta de conhecimento do público sobre os parlamentares à distância entre os representantes no Senado e os municípios paranaenses. Na avaliação do candidato, Moro deveria permanecer no cargo para o qual foi eleito em 2022 e ampliar sua atuação em favor do Estado.

O encontro foi coordenado por Leonardo, irmão de Artagão Júnior. Também discursaram os vereadores Nego Silvio e Sergio Kiçula, que apoiam a candidatura de Marcelo Rangel à Câmara dos Deputados.

A reportagem não recebeu manifestação de Sérgio Moro sobre as críticas feitas por Marcelo Rangel. O espaço permanece aberto.

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