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Guarapuava registra janeiro mais seco e frio que a média 

Entre Rios registra 9,9 °C, a menor temperatura do mês desde 2001

02/02/2026

Guarapuava terminou janeiro com volume de chuva abaixo da média histórica e registrou uma das menores temperaturas do mês no Paraná, em um período marcado por escassez de precipitações e calor dentro do padrão esperado no Estado, segundo dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).

No distrito de Entre Rios, em Guarapuava, os termômetros chegaram a 9,9 °C no dia 23, a menor temperatura já registrada para o mês desde o início das medições, em 2001. O volume de chuva na cidade foi de 138 mm, bem abaixo da média histórica de 196,2 mm. Em Entre Rios, o acumulado ficou em 150,8 mm, ante média de 191,2 mm.

De forma geral, janeiro teve chuvas abaixo da média na maior parte do Paraná. Apenas cinco estações – Fazenda Rio Grande, Irati, Guaíra, Palotina e Umuarama – registraram volumes superiores ao padrão histórico. As outras 40 estações com séries consolidadas apontaram acumulados dentro ou abaixo do esperado.

Segundo o meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, o comportamento foi influenciado pela atuação de massas de ar seco, principalmente na primeira quinzena do mês. “Houve predomínio de dias mais secos, o que limitou a ocorrência de chuva em grande parte do Estado”, afirma.

As temperaturas ficaram dentro ou ligeiramente abaixo da média, com extremos pontuais. As máximas do mês foram registradas no litoral, com 39,6 °C em Antonina e 39,3 °C em Guaraqueçaba, no dia 3. Já as mínimas ocorreram no sul do Estado, como em Palmas, onde os termômetros marcaram 8,4 °C.

Apesar da menor chuva, janeiro foi marcado por eventos severos. O Simepar classificou dois tornados no período: um de categoria F1 em Mercedes, no dia 1º, e outro de categoria F2 em São José dos Pinhais, no dia 10, que deixou mais de 1.200 pessoas afetadas e causou danos em cerca de 350 residências. Também foram registrados quatro episódios de nuvem funil em diferentes regiões do Estado.

“O clima apresentou comportamento mais extremo do que em anos anteriores, com maior frequência de tempestades severas, como supercélulas”, diz Kneib.

Com o enfraquecimento do fenômeno La Niña, a tendência para fevereiro é de tempo abafado e chuvas típicas de verão, de forma irregular pelo Estado.

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