Guarapuava movimentou R$ 2,48 bilhões no campo em 2025 e amplia oportunidades para o setor imobiliário
Dados recentes da Seab/Deral demonstram a força da produção rural no município e novas frentes de investimentos
28/10/2026
O VBP expressa o valor bruto da produção agropecuária, calculado a partir dos volumes produzidos e dos preços recebidosO setor rural de Guarapuava gerou R$ 2,48 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2025, segundo o relatório definitivo da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e do Departamento de Economia Rural (Deral), publicado em 2026. É o resultado da produção dentro do município, sem somar as cidades da regional.
Para o mercado imobiliário, o número ajuda a dimensionar uma das bases econômicas que sustentam a procura por moradias, comércio e serviços na cidade. A soja respondeu por cerca de R$ 704 milhões do VBP municipal. A produção de pintinhos fêmeas para reprodução somou aproximadamente R$ 271 milhões; o milho da primeira safra, R$ 177,6 milhões; e a cevada, R$ 138,8 milhões. O setor madeireiro mostra-se sólido e em evolução, apesar dos desafios das barreiras internacionais. Batata, leite, erva-mate e atividades florestais também aparecem no levantamento.
Claudinei Pereira: investimento imobiliário, oportunidades no mercado
A variedade das cadeias mostra que a economia rural local movimenta produtores, fornecedores, transporte, processamento e serviços técnicos. O VBP expressa o valor bruto da produção agropecuária, calculado a partir dos volumes produzidos e dos preços recebidos. Sua importância para esta análise está em mostrar a escala e a diversidade da atividade econômica rural, que se conecta aos negócios urbanos.
O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) disponibiliza projeções municipais para o período de 2025 a 2050, separadas por faixa etária e por população urbana e rural – recortes úteis para avaliar a demanda futura por diferentes tipos de imóvel.
A atividade rural ajuda a manter em Guarapuava uma rede de comércio e serviços que atende produtores e moradores de outras cidades. É essa função regional, somada à população local, que amplia o público potencial dos empreendimentos imobiliários.
Guarapuava agrega empreendimentos de perfis diversificados
A expansão já é visível em projetos privados de grande porte, em diferentes eixos urbanos de Guarapuava, com a construção de diversos edifícios. Um detalhe interessante é que a verticalização não ocorre em pontos concentrados, e, sim, em áreas separadas – o que facilita a ocupação urbana respeitando-se ensolação, aeração, áreas de entretenimento, proteção ambiental e outros pontos indispensáveis à qualidade de vida. O mesmo acontece em condomínios horizontais, que se estendem por zonas de moradia mais distantes à area central da cidade, criando novos núcleos de médio e alto padrões.
O crescimento universitário também influencia o setor habitacional, com a necessidade de apartamentos-estúdios. O modelo se amplificou e atinge casais ou pessoas que moram sozinhas, em áreas compactas de até 30 metros quadrados, a custo menor.
A cidade já conta com três faculdades de medicina e mais de 15.000 estudantes universitários em vários cursos, com duas instituições de ensino superior públicas (uma estadual, a Unicentro; e outra federal, UTFPR), um expressivo polo universitário em expansão no Paraná. O setor comercial é diversificado e está espalhado por todos os bairros da cidade. Isto demonstra a circulação do dinheiro que atinge variadas classes sociais, fator fundamental para o crescimento econômico com estabilidade social.
Infraestrutura entra na conta do investidor
Na PRC-466, o Estado executa a duplicação em trechos entre Pitanga e Guarapuava, incluindo as ligações Pitanga–Turvo e Turvo–Palmeirinha, chegando até o Centro-Oeste e Norte do Paraná. A melhoria da rodovia pode facilitar o deslocamento regional e a circulação de mercadorias à medida que as obras forem entregues.
Para imóveis comerciais e áreas voltadas a serviços, acesso e tempo de viagem são fatores que influenciam a escolha de localização.
Na PR-170, a duplicação está prevista entre o viaduto da BR-277 e a ponte sobre o Rio Jordão (sentido Entre Rios – Pinhão), numa extensão de 9,09 quilômetros em Guarapuava. O projeto está na fase de documentação por parte do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
Este projeto vai provocar impacto no entorno da Vila Planalto e Boqueirão, próximos a uma das áreas industriais da cidade, que tende a ser ampliado a partir de agora. Esse modelo de crescimento, por exemplo, pode ser sentido em Turvo. e Pitanga. As obras de duplicação da PRC-466 geram novas expectativas para os municípios vizinhos, a exemplo do que já ocorreu no trecho entre a cidade de Guarapuava e o distrito de Palmeirinha, que já está concluído. A tendência, pelo que se vislumbra, é que Palmeirinha se transforme num centro industrial, estendendo-se até a área urbana da cidade. Grandes indústrias, como a Millpar e a futura indústria de MDP da Repinho, estão implantadas nesse trajeto.
Claudinei Pereira: sinais do desenvolvimento
Um dos mais experientes empresários do setor imobiliário da Região Central do Paraná, e ex-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (ACIG), Claudinei Pereira avalia que os novos empreendimentos e moradias colocam Guarapuava em um novo patamar de desenvolvimento. A dica de Claudinei Pereira é que o investidor se assessore de profissionais especializados antes de mexer no dinheiro.
"É necessário medir a procura por compra ou locação no bairro, a renda do público pretendido, a oferta concorrente, o preço do terreno, os custos de construção e o prazo de ocupação", pontua o empresário. Para ele, todos os indicadores mostram a economia de Guarapuava com solidez, com produção rural expressiva e uma cidade em transformação. "A oportunidade imobiliária estará nos empreendimentos capazes de atender à demanda que essa economia realmente gera", acrescenta Claudinei Pereira.
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