Guarapuava integra projeto inédito do Tecpar para mapear DNA do solo no Paraná
Município está entre os selecionados para estudo pioneiro
15/04/2026
O município de Guarapuava está entre os 13 municípios escolhidos para participar de um projeto inédito no Brasil que pretende mapear o DNA do solo paranaense. Coordenada pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), a iniciativa chamada Solo Vivo Paraná usará biotecnologia para analisar microrganismos presentes na terra e criar o primeiro Mapa Genético dos Solos do Estado.
O estudo aposta na metagenômica, tecnologia capaz de identificar o material genético de fungos, bactérias e vírus diretamente das amostras coletadas no campo. A partir desses dados, técnicos poderão avaliar a saúde biológica do solo e orientar práticas agrícolas mais produtivas e sustentáveis.
Na prática, o projeto funciona como um “raio-X” do solo. Enquanto análises tradicionais medem nutrientes e características químicas, o novo modelo busca entender como os microrganismos atuam na fertilidade, no equilíbrio ambiental e na incidência de doenças agrícolas.
Segundo o Tecpar, serão 8.400 pontos de coleta em diferentes regiões do Paraná, resultando em cerca de 700 análises metagenômicas completas. O material passará por extração de DNA, sequenciamento genético e análise bioinformática.
Além de Guarapuava, participam do projeto Boa Ventura de São Roque, Carambeí, Castro, Curitiba, Irati, Palmeira, Piraí do Sul, Pitanga, Ponta Grossa, Prudentópolis, São José dos Pinhais e Turvo.
Pequenos produtores no foco
O governo estadual afirma que os principais beneficiados serão pequenos e médios produtores rurais, que representam 84% das propriedades agrícolas do Paraná. A expectativa é ampliar produtividade, reduzir desperdícios de fertilizantes e recuperar áreas degradadas.
Cerca de 100 agricultores familiares e cooperativas integrarão a fase piloto do programa.
Aplicações no campo
O levantamento também deve auxiliar no combate a doenças do solo, no planejamento agrícola e na formulação de políticas públicas. Entre os cultivos analisados estarão soja, milho, trigo, cevada, cana-de-açúcar, mandioca, banana, café, goiaba e citros.
Investimento
O projeto recebeu R$ 2 milhões do Fundo Paraná, ligado à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Para o Estado, a proposta coloca o Paraná na fronteira da inovação agrícola ao unir ciência genética e manejo sustentável.
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