Guarapuava elege representantes para Conselho de Cultura com 28 cadeiras
Colegiado terá divisão igual entre poder público e sociedade civil no biênio 2026–2028; votação reuniu artistas e instituições no Teatro Municipal
01/09/2026
Eleitos terão a tarefa de levar demandas dos diferentes segmentos artísticos às discussões sobre políticas públicas. Encontro também abordou o reconhecimento da produção cultural como trabalho e fonte de rendaGuarapuava elegeu os representantes da sociedade civil e dos segmentos artísticos que integrarão o Conselho Municipal de Cultura e Preservação do Patrimônio Histórico no biênio 2026–2028. A votação ocorreu na segunda-feira (31), durante a IV Conferência Municipal de Cultura e de Preservação do Patrimônio Histórico, no Teatro Municipal Marina Karam Primak.
O encontro reuniu artistas, agentes culturais, representantes de instituições e integrantes do poder público. Os participantes foram organizados por segmentos para escolher os representantes de cada área.
Segundo a Prefeitura, a eleição ocorre após a reestruturação do conselho pela Lei Municipal nº 4.152/2026, sancionada em agosto.
A nova composição estabelece 28 cadeiras: 14 destinadas ao poder público e 14 à sociedade civil e aos grupos artísticos.
Quais segmentos integram o Conselho de Cultura
As vagas da sociedade civil contemplam instituições e diferentes áreas da produção cultural. Entre os segmentos representados estão:
- Artes Visuais e Audiovisual;
- Dança;
- Literatura, Livro e Leitura;
- Manifestações Populares, Tradicionais e Étnicas;
- Música;
- Patrimônio Material, Imaterial e Saberes;
- Teatro.
De caráter consultivo e deliberativo, o conselho participa das discussões sobre políticas públicas voltadas à cultura, às artes, à memória e à preservação do patrimônio histórico de Guarapuava.
A representação por segmentos permite levar ao colegiado demandas de diferentes setores culturais. Os eleitos terão a função de representar essas áreas nas discussões com o poder público durante o novo mandato.
Debate aborda cultura como trabalho e fonte de renda
Durante a apuração dos votos, o presidente do Fórum dos Gestores de Cultura do Paraná, Fernando Cordeiro, apresentou uma palestra sobre emprego, renda, empreendedorismo e economia criativa.
Cordeiro destacou a responsabilidade dos conselheiros na representação da sociedade civil e na construção das políticas culturais. Também defendeu que artistas e produtores reconheçam suas atividades como trabalho e parte da economia local.
“Um artesão, uma pessoa que faz ali a sua arte no dia a dia, não se enxerga inserido no mercado da cultura”, afirmou.
Para ele, reconhecer a dimensão econômica dessas atividades contribui para valorizar os profissionais e ampliar a percepção sobre a presença da cultura no cotidiano da população.
A relação dos integrantes do colegiado está disponível no documento de composição do Conselho Municipal de Cultura para o biênio 2026–2028.
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