Guarapuava anuncia mutirão de cirurgias eletivas para 14.000 pacientes
Prefeitura e governo do Paraná prometem começar pela oftalmologia ainda em janeiro
12/01/2026
A reunião na Secretaria de Estado da Saúde para definir detalhes do mutirão A Prefeitura de Guarapuava e o governo do Paraná anunciaram nesta segunda-feira (12) o início de um mutirão de cirurgias eletivas no município, com foco inicial na oftalmologia. A promessa é acelerar atendimentos represados há anos e reduzir filas que, segundo estimativas oficiais, chegam a cerca de 14 mil pessoas aguardando consultas especializadas e procedimentos cirúrgicos.
O anúncio foi feito após reunião em Curitiba entre o prefeito Denilson Baitala, o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o secretário municipal de Saúde, Guto Klosowski, o chefe da Secretaria Estadual da Saúde, Ian Sonda, além de representantes da 5ª Regional de Saúde e do deputado estadual Artagão Júnior (PSD). O secretário municipal de Finanças, Luciano Croti, também integrou a comitiva.
O Hospital Regional de Guarapuava será a principal base de apoio às cirurgias, segundo antecipou o secretário Beto Preto na visita que fez à cidade na semana passada.
Um dos encaminhamentos definidos foi a chamada “requalificação da fila”, processo que consiste em revisar cadastros para identificar pacientes que já realizaram procedimentos por conta própria, desistiram ou não têm mais indicação cirúrgica. A medida, comum em programas de mutirão, costuma reduzir o número oficial de pessoas à espera – mas também expõe falhas históricas na gestão da regulação, preocupação que certamente está na cota da Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo a Secretaria, há pacientes aguardando há meses e até anos por cirurgias nas áreas de oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia, consideradas as mais críticas. Não há, porém, dados públicos atualizados que detalhem quantos aguardam exclusivamente cirurgias, quantos esperam apenas consultas e qual o tempo médio de espera por especialidade.
Por isso a necessidade de requalificar a fila, sem que isso crie uma expectativa de resolver o problema estrutural, que só virá com a contínua da oferta na rede municipal de saúde.
A oftalmologia será a primeira especialidade atendida, com triagem prevista para ocorrer nos próximos 15 dias. Segundo as informações, a procura por cirurgias oftalmológicas representa cerca da metade todas as eletivas que estão sendo programadas. Os pacientes seriam distribuídos entre prestadores de Guarapuava, da região e, se necessário, da Região Metropolitana de Curitiba. A meta anunciada é “zerar a fila” ainda em janeiro, dentro do programa estadual Opera Paraná 3.0.
A partir de fevereiro, outras especialidades devem ser incluídas gradualmente. O secretário Guto Klosowski deverá divulgar, em novo relatório, números de cirurgias contratadas, valores investidos nem critérios de priorização clínica, informações consideradas centrais para a Secretaria avaliar o impacto real da iniciativa.
Dependência de prestadores e logística e logística regional
A diretora da 5ª Regional de Saúde, Renata Araújo, afirmou que o órgão ficará responsável por inserir os dados no sistema estadual e encaminhar os pacientes aos hospitais contratualizados. Hoje, Guarapuava depende fortemente de serviços terceirizados e convênios para cirurgias de média complexidade.
Durante a mesma agenda em Curitiba, o governo estadual confirmou a liberação de um aparelho de raio-X para o município. A definição da unidade que receberá o equipamento ainda depende de análise técnica.
Guarapuava, assim como outros municípios do interior do Paraná, convive há anos com filas prolongadas na saúde pública. O mutirão atual busca minimizar o sofrimento de milhares de pacientes.
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