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Golpistas de WhatsApp atacam em comunidades do interior na Região de Guarapuava

Criminosos se aproveitam da confiança e da falta de informação em pequenas cidades para aplicar fraudes com boletos e falsos parentes

09/07/2025

Golpistas continuam agindo com intensidade em cidades da Região de Guarapuava, aplicando fraudes por meio do aplicativo WhatsApp. Os alvos, na maioria das vezes, são moradores de pequenas comunidades, onde o acesso à informação é mais limitado e a confiança entre as pessoas favorece a ação criminosa.

Em menos de uma semana, pelo menos quatro ocorrências foram registradas em municípios do Centro-Sul, incluindo Prudentópolis, Nova Tebas, Campina do Simão e Boa Ventura de São Roque.

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O caso mais recente aconteceu em Campina do Simão, na tarde desta segunda-feira (8). Um homem de 31 anos procurou o destacamento da Polícia Militar após cair em um golpe envolvendo boletos bancários. Segundo relato à polícia, ele recebeu um suposto boleto da parcela de seu veículo via WhatsApp. Após efetuar o pagamento, entrou em contato com a instituição financeira e foi informado de que o banco não envia cobranças por aplicativos de mensagens. O boletim de ocorrência foi registrado como estelionato.

Poucas horas depois, já à noite, um homem de 48 anos procurou a PM em Boa Ventura de São Roque, na localidade de Cachoeirinha. Ele contou que recebeu mensagens de um número desconhecido, se passando por seu irmão e pedindo dinheiro emprestado. Sem desconfiar, fez uma transferência via Pix. Somente após o envio percebeu que havia sido enganado. Também neste caso, a ocorrência foi registrada como estelionato.

De acordo com relatos das vítimas, os criminosos utilizam estratégias simples, mas "convincentes". Muitas vezes, copiam fotos de redes sociais ou obtêm informações básicas para criar perfis falsos e convencer os alvos de que estão falando com alguém de confiança.

A Polícia Militar tem orientado os moradores a redobrarem a atenção e evitarem qualquer tipo de transação financeira sem antes confirmar, por telefone ou pessoalmente, a identidade da pessoa que está solicitando dinheiro. Autoridades locais também alertam para o risco de compartilhamento excessivo de informações pessoais em redes sociais, que podem ser usadas pelos golpistas para construir narrativas mais convincentes.

Apesar de recorrentes, os golpes em série ainda enfrentam dificuldade de investigação e punição. Esses criminosos, muitas vezes, agem de fora do estado e utilizam linhas telefônicas de difícil rastreamento, o que complica o trabalho da polícia. Há duas semanas, um bando que agia em Santa Catarina, falsificando identidade de advogados, foi preso no Rio Grande do Sul. 

Em junho, casos semelhantes foram registrados em Prudentópolis, envolvendo perfis falsos de parentes e boletos adulterados. A repetição dos golpes em diferentes cidades preocupa as autoridades e indica que há uma atuação articulada de criminosos que miram, principalmente, comunidades do interior.

A recomendação da polícia é clara: desconfie de mensagens com pedidos de dinheiro, mesmo que venham de conhecidos, e nunca realize pagamentos sem checar diretamente com a instituição ou pessoa envolvida. Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente a polícia e registrar boletim de ocorrência.

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