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Gasolina começa a variar de preço em postos de Guarapuava

Diferença média é de R$ 1,00

12/03/2026

Os postos de combustíveis de Guarapuava começam a apresentar variações de preços, embalados pela guerra no Oriente Médio, embora ainda não exista sinais desabastecimento no Brasil.

Levantamento realizado pelo Portal Paraná Central demonstra que alguns estabelecimentos estão aumentando os valores.

Até esta quarta-feira, o Posto Metropolitano é o que anunciava a gasolina mais baixa (R$ 5,57). No Ipiranga, o mesmo produto chegava a R$ 6,59. No Idaza, a gasolina estava sendo vendida a R$ 6,09.

No etanol, o Metropolitano vendia a R$ 4,25 e o Ipiranga e Idaza, a R$ 4,49.

Já o diesel, o Metropolitano era o que vendia no valor mais alto (R$ 7,49), contra o Ipiranga (R$ 6,99) e o Idaza (R$ 6,69).

O Procon de Guarapuava está acompanhando as tabelas praticadas no mercado local. Não há nenhum posicionamento oficial até agora, o que indica que o órgão está na fase de levantamentos. Em outras situações, de aumentos abusivos, o Procon aplicou multas.

Fiscalização nacional 

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça do Brasil, pediu que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investigue aumentos recentes nos preços dos combustíveis em postos de Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

O pedido surgiu após sindicatos do setor denunciarem que distribuidoras aumentaram os preços, mesmo sem reajuste anunciado pela Petrobras nas refinarias.

Segundo representantes do setor, o aumento estaria sendo justificado pela alta do petróleo no mercado internacional, influenciada pelas tensões e ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio.

A Senacon quer que o Cade verifique possíveis práticas que prejudiquem a livre concorrência, como combinação de preços entre empresas.

Sindicatos também alertam para:

  • pressão internacional no preço do petróleo
  • defasagem de mais de R$ 2 no diesel e quase R$ 1 na gasolina em alguns estados
  • risco de restrição de vendas e até postos sem combustível em certas regiões.

Representantes do setor defendem que postos não são os responsáveis pelos aumentos, já que também estariam pagando mais caro aos distribuidores.

Agora, a investigação do Cade deve analisar se houve abuso ou coordenação de preços no mercado de combustíveis.

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