Em Guarapuava, secretário afirma que o Paraná não terá "Estado paralelo"
Cúpula da Segurança Pública está reunida na Câmara Municipal
07/11/2025
O secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, afirmou em Guarapuava que, sem a presença de forças policiais, o crime organizado cria um "Estado paralelo". Ele citou como exemplo o domínio de organizações criminosas no Rio de Janeiro, que levou ao enfrentamento entre policiais e traficantes nas favelas do Morro do Alemão e da Penha, com centenas de mortos.
A cúpula da Segurança Pública do Paraná está reunida na manhã desta sexta-feira (7) em Guarapuava, após uma semana de operações policiais em municípios da Região Central e Campos Gerais, na denominada Missão Paraná e Sinergia IV.
O encontro acontece dias depois da Operação Concórdia, que mobilizou cerca de 300 policiais na Vila Concórdia em Guarapuava, e resultou na morte de três pessoas e prisão de 15 suspeitos.
A Operação Concórdia foi realizada com o objetivo de combater o crescente índice de furtos e roubos na cidade. De 45 mandados de busca e apreensão, 15 eram de presos em liberdade condicional, monitorados por tornozeleira eletrônica.
Segundo as informações, boa parte dos furtos e roubos envolve dependentes químicos, que trocam os objetos por drogas, alimentando uma rede de tráfico.
O secretário Hudson Teixeira fez uma exposição, na Câmara Municipal, para demonstrar o aparelhamento da segurança pública no Estado. Entre os dados, ele citou a redução nas rebeliões de presídios e a aquisição de armamentos de última geração, como "taser" com choque elétrico, fusis e metralhadoras.
O secretário mencionou o confronto entre policiais e os assaltantes da Protege, em Guarapuava. Hoje, segundo ele, as condições são melhores.
Hudson Teixeira discorreu sobre os investimentos do governo do Estado que, a seu ver, impactam na segurança pública – de ruas pavimentas a escolas militares, que formam estudantes "disciplinados".
Na área corporativa, cerca de 7.000 novos policiais foram contratados. Um dos destaques foi para operações com cães. Ele revelou que cada animal custa R$ 35.000,00 para o Estado.
"Nosso objetivo é ser o Estado mais seguro do Brasil. Acho que já somos" – ressaltou o secretário, referindo-se à redução de casos homicídios, segundo o Ministério da Justiça, e o combate ao tráfico de drogas.
O encontro prossegue por toda a manhã. Diversas equipes policiais estão na cidade.
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