Em Guarapuava, até vacinação em supermercado para combater o vírus da gripe
Prefeitura inova com ações fora das unidades básicas de saúde
08/06/2025
Os esforços da Secretaria Municipal de Saúde de Guarapuava para imunizar a população contra doenças respiratórios vão além dos postos de saúde. Para evitar ao máximo a proliferação de virus que atacam o sistema respiratório e começam a encher os serviços de atendimento médico, com o crescente número de casos, equipes da Prefeitura estão indo ao encontro dos moradores onde é possível. Foi assim neste sábado, quando uma "blitz" da Secretaria de Saúde instalou-se no Hiper Dalpozzo, na Vila Bela, com vacinas antigripais.
A ação fez parte das atividades do Dia D da vacinação, trabalho concentrado para aumentar a cobertura vacinal, realizado em todas as unidades básicas de saúde.
“É muito importante manter a vacina em dia, e essa oportunidade aqui no mercado facilita bastante para quem tem a rotina corrida”, contou Cristina Stresser, moradora que aproveitou as compras para se imunizar. A cena resume um novo perfil de campanha pública, atento aos hábitos do cidadão comum.
A mobilização em Guarapuava ocorre num contexto nacional preocupante. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até o fim de maio, menos de 50% do público-alvo havia se vacinado contra a gripe no Brasil. A cobertura ideal, segundo as autoridades, deveria ultrapassar os 90%. A hesitação vacinal, o cansaço pandêmico e a sensação de que a gripe é uma doença “menor” contribuem para o cenário.
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Diante disso, o apelo à responsabilidade coletiva tem sido reiterado. Os especialistas lembram que a vacina é uma forma de proteção coletiva e é fundamental que todos façam sua parte.
O alerta não é retórico. Segundo a Fiocruz, os surtos de Influenza costumam pressionar os sistemas de saúde, especialmente no inverno. Crianças, idosos e pessoas com comorbidades estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações — e justamente esses grupos vêm apresentando menor adesão à campanha em 2025.
A vacina onde o povo está
Guarapuava não está sozinha na tentativa de reinventar a logística da vacinação. Outras cidades vêm testando ações em escolas, estações de metrô e eventos públicos. A estratégia adotada no supermercado da Vila Bela aponta para um caminho possível: integrar a prevenção à rotina das pessoas. A fórmula parece simples, mas exige planejamento, recursos e, acima de tudo, vontade política.
O resultado ainda será contabilizado pela Secretaria, mas o movimento foi considerado expressivo por agentes de saúde.
A meta, agora, é transformar experiências pontuais em política permanente — principalmente diante da nova cultura de desinformação e desinteresse que ameaça conquistas históricas da saúde pública brasileira.
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