Em 10 Dias, PM apreende 14 armas na região de Guarapuava
Hábito considerado "normal" é um passo para tragédias
20/11/2025
Em pouco mais de duas semanas, o 16º Batalhão da Polícia Militar desencadeou uma série de ações que revelam um retrato preocupante: armas de fogo – legais ou improvisadas – continuam presentes em conflitos cotidianos, brigas familiares, ameaças em bares e até disparos por diversão.
Entre 6 e 16 de novembro, foram 11 armas de fogo e 3 simulacros apreendidos em municípios da região Centro-Sul do Paraná, área do 16⁰ BPM
O objetivo da força-tarefa foi reduzir a circulação de armamentos ilegais e neutralizar situações imediatas de risco. O resultado, segundo o próprio batalhão, foi acima do esperado para tão curto intervalo.
O roteiro das apreensões mostra um padrão. Denúncias anônimas levam a PM a flagrar, quase sempre, três ingredientes combinados – arma, conflito e improviso.
6 de novembro, município de Pinhão – A ROTAM frustrou o roubo de um celular em um bar. Dois suspeitos tentaram fugir pulando muros e portavam um simulacro de pistola.
8 de novembro, distrito de Entre Rios (Guarapuava) – Três caçadores foram flagrados em uma área de reflorestamento cercada por placas de proibição. Levavam espingardas artesanais, munições, pólvora e facões.
9 de novembro, município de Foz do Jordão – Após denúncias de tiros na rua, a PM apreendeu uma espingarda calibre .32 carregada, além de cartuchos e frascos de pólvora.
11 de novembro, Guarapuava – Um homem foi detido após circular com um simulacro na cintura.
12 de novembro, município de Manoel Ribas – Uma airsoft descaracterizada (sem ponteira laranja) encontrada dentro de um veículo Gol passou a ser tratada como simulacro.
A escalada em Prudentópolis e Guarapuava
O dia 15 concentrou algumas das ocorrências mais graves:
Prudentópolis – quatro ocupantes de um Fiat Siena exibiram uma arma em um estabelecimento e fizeram ameaças. Uma mulher carregava um revólver calibre .32 com cinco munições intactas.
Colônia Vitória (distrito de Entre Rios, Guarapuava) – um caso de violência doméstica terminou com a apreensão de uma espingarda calibre 36.
Guarapuava – duas apreensões seguidas: em uma S10, estava uma pistola 9 mm; em outra ocorrência, foram confiscados um revólver .38, uma carabina .22 e quase 300 munições de diversos calibres.
Ameaças dentro de casa e contra vizinhos
16 de novembro, Pinhão – Uma adolescente denunciou o próprio pai por arrombamento, ameaça e porte de arma. O homem foi encontrado com um revólver calibre .32, além de 112 munições calibre .22.
Prudentópolis, Linha Ronda (mesmo dia) – Um homem embriagado disparou contra a casa do vizinho porque o cachorro o incomodava. A PM apreendeu uma pistola .380 carregada.
Posse de arma é um passo para tragédias
Os casos foram encaminhados à Polícia Judiciária. Para o 16º BPM, o número de apreensões em tão pouco tempo expõe um ambiente de violência difusa, em que armas – legalizadas ou não – surgem em brigas domésticas, disputas de bar, conflitos com vizinhos e atos de intimidação.
O Batalhão defende que a retirada desses armamentos previne tragédias e reforça a necessidade de resposta rápida a denúncias.
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