Dívidas trabalhistas poderão ser negociadas em mutirão
Soluções de conciliação e pagamentos entre trabalhadores e empregadores
05/09/2025
A Justiça do Trabalho realiza, entre os dias 15 e 19 próximos, em todo o país, a 15ª Semana Nacional da Execução Trabalhista, um grande mutirão voltado à quitação de débitos reconhecidos em ações já julgadas.
A iniciativa representa uma oportunidade importante tanto para trabalhadores, que podem receber valores que lhes são de direito, quanto para empresários e empreendedores, que têm a chance de negociar pendências, limpar o nome e sair da lista de inadimplentes do Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT).
Durante o mutirão, empresários poderão:
- Firmar acordos e quitar dívidas trabalhistas;
- Negociar condições de pagamento adequadas à realidade do negócio;
- Evitar bloqueio, penhora e leilão de bens;
- Retirar o CPF ou CNPJ do cadastro de devedores;
- Impedir o acúmulo de juros;
- Recuperar a possibilidade de crédito e participação em licitações.
Benefícios para trabalhadores:
- Recebimento mais rápido dos valores já reconhecidos pela Justiça;
- Redução de atrasos e pendências;
- Simplificação do processo de pagamento.
Resultados expressivos
A edição de 2024 movimentou R$ 6,5 bilhões em todo o país, com mais de 87 mil audiências realizadas e 25 mil acordos homologados. No Paraná, foram R$ 282 milhões pagos, com 6,2 mil audiências e 1,8 mil acordos firmados, colocando o TRT-PR entre os tribunais de melhor desempenho no Brasil.
Com o tema “15 Anos de Transformação: a Justiça que faz Acontecer”, a Semana da Execução chega a 2025 celebrando mais de R$ 22 bilhões movimentados e 1 milhão de pessoas atendidas desde sua criação. A ação é promovida pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) em parceria com os 24 Tribunais Regionais do Trabalho.
No Paraná, as inscrições de processos podem ser feitas até 9 de setembro pelo site www.trt9.jus.br/conciliacao/semana.xhtml
Segundo o presidente do TRT-PR, desembargador Célio Horst Waldraff, “a Justiça do Trabalho está de portas abertas para ouvir, acolher e construir acordos que respeitem tanto os direitos dos trabalhadores quanto as possibilidades reais dos empregadores. A conciliação é um caminho de equilíbrio que transforma conflitos em soluções viáveis para todos”.
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