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Pesquisadora é detida em comemoração da vitória de Lula em Guarapuava; manifestantes denunciam agressão

Entidades cobram apuração da abordagem a Renata Kempf; PM afirma que interveio diante de "condutas ilícitas"

26/10/2026
Entidades pedem esclarecimentos sobre a detenção de Renata Kempf e denunciam excessos na abordagem. A nota da PM apresenta uma justificativa geral para as intervenções, sem detalhar o caso da pesquisadoraEntidades pedem esclarecimentos sobre a detenção de Renata Kempf e denunciam excessos na abordagem. A nota da PM apresenta uma justificativa geral para as intervenções, sem detalhar o caso da pesquisadora

A detenção da pesquisadora Renata Kempf durante uma comemoração da vitória de Lula, na noite de domingo (25), em Guarapuava, provocou denúncias de violência policial e pedidos de esclarecimento.

A identificação da pesquisadora foi divulgada em nota do Centro Acadêmico Popular Marilda Iamamoto, do curso de Serviço Social da Unicentro, que repudiou a intervenção e cobrou apuração das circunstâncias da prisão. 

A ocorrência aconteceu em frente a um bar universitário na Rua Padre Chagas, no Centro. Participantes acusam policiais de agressões e uso desproporcional da força.

A Polícia Militar do Paraná, por sua vez, afirma que atuou para preservar a ordem pública e garantir a segurança durante as manifestações posteriores ao resultado eleitoral. 

O que dizem os manifestantes

Frequentadores afirmam que a concentração era pacífica. Relatos publicados nas redes sociais descrevem a chegada de viaturas, seguida por uma intervenção que provocou medo e dispersão dos participantes. Há denúncias de uso de spray de pimenta, gás lacrimogêneo e disparos de balas de borracha. Esses relatos não foram confirmados individualmente pela corporação na nota consultada. 

Segundo a descrição do vídeo publicada pelo Atento News, uma mulher aparece cercada por pelo menos três policiais e é imobilizada pelo pescoço por um agente que se aproxima por trás. A abordagem termina com sua detenção. A gravação não foi examinada diretamente nesta apuração.

Em nota, o PT de Guarapuava denunciou excessos, afirmou que uma filiada foi agredida e detida inicialmente sob alegação de desacato e pediu investigação. O centro acadêmico da Unicentro também manifestou solidariedade a Renata e defendeu respeito à integridade dos participantes e às liberdades democráticas. 

O que diz a Polícia Militar

Em comunicado divulgado na segunda-feira (26), o Centro de Comunicação Social da PMPR afirmou que a corporação atuou para garantir o direito de manifestação, preservar a ordem pública e proteger a população.

Segundo a instituição, a intervenção ocorre quando são identificadas práticas que ultrapassam os limites legais. A nota acrescenta que instrumentos de menor potencial ofensivo podem ser empregados conforme a necessidade operacional e os protocolos vigentes. 

A PM relacionou ocorrências em Guarapuava, Apucarana, Ibiporã e outros municípios a situações de desacato, posse de drogas, desobediência e lesão corporal. Informou que os envolvidos foram encaminhados para os procedimentos cabíveis e que eventual responsabilização será analisada pelas autoridades competentes. O comunicado não separa os registros por cidade nem atribui essas condutas especificamente à pesquisadora. 

Circunstâncias da detenção ainda precisam ser esclarecidas

A resposta divulgada pela corporação não apresenta uma explicação individualizada sobre a abordagem a Renata, a necessidade da imobilização ou o motivo específico de seu encaminhamento. Também não informa quais equipamentos foram efetivamente utilizados na ocorrência da Rua Padre Chagas.

Nos materiais consultados, não foi possível confirmar a existência de laudo de lesões, a situação posterior da pesquisadora ou a abertura de procedimento para apurar a conduta dos agentes. A reportagem reúne manifestações públicas e informações divulgadas pela imprensa; não houve entrevista direta com Renata, sua defesa ou os policiais envolvidos.

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