Paraná reduzirá imposto sobre veículos para a menor alíquota do Brasil
O percentual vai cair de 3,5% para 1,9%
20/08/2025
O estado do Paraná terá, a partir de 2026, a menor alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) do país, reduzindo a taxa de 3,5% para 1,9% sobre o valor de mercado dos veículos. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e representa um corte de 45%, que deve beneficiar 3,4 milhões de proprietários.
Com a nova base de cálculo, um carro de R$ 50 mil, que hoje paga R$ 1.750 de IPVA, passará a pagar R$ 950 no próximo ano. Segundo a Receita Estadual, aproximadamente 83% da frota tributada — um total de 4,1 milhões de veículos — será contemplada pela redução. Automóveis de passeio, motocicletas e veículos leves de carga concentram a maior parte dos beneficiários.O deputado estadual Artagão Júnior, vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, comprometeu-se em dar total empenho pela aprovação da matéria.
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O governo afirma que a medida dará às famílias maior renda disponível, estimulando o consumo e o turismo. “Com o menor IPVA do Brasil, as famílias terão mais dinheiro para comprar, viajar e investir”, disse o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, lembrando que a isenção concedida anteriormente a motocicletas de baixa cilindrada não impactou a arrecadação.
A redução, porém, exigirá ajustes fiscais compensatórios. Para equilibrar as contas, o Estado pretende dobrar a multa por atraso no pagamento — de 10% para 20% — e intensificar a fiscalização sobre veículos registrados em estados vizinhos, como Santa Catarina, onde a alíquota é de 2%.
O IPVA, calculado com base na tabela de preços da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgada anualmente, é uma das principais fontes de receita para os estados brasileiros. No Paraná, ele financia parte relevante dos gastos em infraestrutura e educação. Com a redução da alíquota, o governo busca desestimular a fuga de contribuintes para outras regiões e manter o equilíbrio fiscal por meio do aumento de penalidades e maior controle.
A reforma não altera as categorias já tributadas em 1%, como ônibus, caminhões, frotas de aluguel e veículos movidos a gás natural.
O projeto será encaminhado à Assembleia Legislativa nas próximas semanas.
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