Guarapuava elege cinco delegados para representar a cidade na Teia Nacional de Pontos de Cultura
Objetivo é fortalecer a Política Nacional de Cultura Viva e promover a valorização da produção cultural nos territórios
03/02/2026
Guarapuava terá cinco representantes na Teia Nacional de Pontos de Cultura, que acontece em Aracruz (ES). Os delegados foram escolhidos durante o Teia/Fórum Cultura Viva Paraná 2026, realizado entre 30 de janeiro e 1º de fevereiro no câmpus Cedeteg da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), no próprio município.
O encontro reuniu Pontos e Pontões de Cultura de todas as regiões do Estado e definiu os 40 delegados paranaenses que participarão da etapa nacional. Desses, 12 são da macrorregião Centro-Sul. Guarapuava respondeu por cinco nomes, que passam a levar ao debate nacional as pautas culturais do município e da região.
Na categoria mulher negra, foram eleitas Elza de Farias, do IPONG – Instituto dos Povos Negros de Guarapuava e Microrregião, e Scheyla de Oliveira, do Conexão das Periferias. Na categoria geral, os delegados são Leunir Siqueira Duarte, do Centro de Tradições Gaúchas de Guarapuava; Rodrigo José Tereza, da Cia de Dança Magia das Ruas; e Rafael Edling, do Instituto Histórico e Geográfico de Guarapuava.
O fórum também definiu a Comissão Estadual dos Pontos de Cultura do Paraná. Representando a macrorregião Centro-Sul, Leunir Duarte e Elza de Farias foram eleitos para integrar o colegiado, responsável pela articulação política e institucional da rede no Estado.
Com o tema “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”, o evento em Guarapuava integrou a etapa preparatória para o V Fórum Nacional de Pontos de Cultura e para a 6ª Teia Nacional. A proposta é fortalecer a Política Nacional de Cultura Viva por meio da troca de experiências e da valorização das produções culturais nos territórios.
Entre os delegados eleitos, Rafael Edling destacou a relação entre memória, patrimônio cultural e justiça climática. “Não há justiça climática sem memória territorial, especialmente das populações tradicionais, comunidades periféricas, povos indígenas e comunidades negras, que são historicamente as mais afetadas”, afirmou. Segundo ele, o patrimônio cultural, quando apropriado pela comunidade, pode atuar como ferramenta de educação climática e de construção da sustentabilidade.
A delegação guarapuavana agora segue para a etapa nacional, onde participará dos debates sobre cultura, território, memória e justiça climática em âmbito federal.
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