El Niño deve avançar pelo verão e mantém Guarapuava em alerta para novas chuvas intensas
Após registro de 160 milímetros em um dia, município enfrenta limitações na drenagem e estima cerca de mil famílias vulneráveis a alagamentos
26/10/2026
erca de mil famílias vivem em áreas vulneráveis a alagamentos em Guarapuava. Obras de drenagem e alternativas de moradia estão entre os desafios para reduzir os riscosO El Niño deve permanecer ativo ao longo do verão, incluindo fevereiro, e pode se estender pelo menos até março de 2027, mantendo a preocupação com novos episódios de chuva intensa em Guarapuava. No último fim de semana, o município registrou, conforme as informações repassadas à reportagem, 160 milímetros em um único dia.
O cenário amplia o desafio de proteger cerca de mil famílias que, segundo estimativa da Defesa Civil, vivem em áreas vulneráveis a alagamentos.
A previsão divulgada pelo Simepar aponta aumento dos volumes de chuva no Paraná, com acumulados acima da média até dezembro.
▪ Veja também
- Tempestades se afastam do Paraná; chuvas mais intensas são prevista a partir de quinta
- Guarapuava registra 107 mm de chuva em um dia, maior volume desde 2024
- Guarapuava com sábado de chuva forte e domingo de eleição com tempo instável
- Volume de chuva pode chegar a 200 mm até domingo em cidades do Paraná
- Chuva volta a Guarapuava nesta quarta; Paraná terá risco de tempestades
Áreas atingidas por alagamentos no último fim de semana: famílias construíram residências em áreas alagadiças, na beira dos rios
O fenômeno favorece condições para eventos intensos, mas a ocorrência e a dimensão de cada episódio dependem dos sistemas meteorológicos que atuam sobre a região.
Em Guarapuava, a combinação entre precipitações elevadas, limitações da drenagem e ocupação de fundos de vale expõe um problema antigo.
Entre os pontos de maior preocupação estão Jardim das Américas, Paz e Bem e Concórdia, com moradias próximas aos rios Cascavelzinho e Xarquinho.
Limpeza da drenagem chega a 30% da demanda
A secretária municipal de Obras, Tatiane Nezi, afirma que parte da área urbana foi construída sobre riachos, que podem transbordar quando o volume de água supera a capacidade de escoamento.
Segundo ela, os serviços de limpeza, recuperação e ampliação das tubulações chegaram a aproximadamente 30% do total que precisa de intervenção. A secretária cita como resultado a ausência de alagamentos, durante as chuvas recentes, em pontos tradicionalmente atingidos na região central, próximos à Praça Cleve e à Seletiva.
“Encontramos até sofás na tubulação”, afirmou, ao destacar que o descarte irregular de resíduos compromete o funcionamento da rede. A orientação é que a população evite depositar lixo e móveis em rios, terrenos e estruturas de drenagem.
Moradias junto aos rios limitam intervenções
O maior obstáculo está nas áreas ribeirinhas, onde a proximidade entre as casas e os cursos d’água dificulta o acesso de máquinas e a execução de obras.
“Tem áreas que não conseguimos entrar com máquinas. Teríamos que derrubar residências ou, se mexermos no rio, as casas caem”, disse Tatiane.
Além das restrições técnicas, a administração relata resistência de parte dos moradores à mudança. A situação exige alternativas de habitação e acompanhamento das famílias, para que a saída de áreas de risco ocorra com segurança e condições adequadas de moradia.
Uma solução estrutural passa pela transferência dessas famílias para empreendimentos habitacionais. Entre as possibilidades citadas está a utilização de uma área do Exército no bairro Santana, cuja destinação dependeria de liberação, além de recursos para viabilizar as moradias.
Fim de semana teve famílias acolhidas e atendimento emergencial
No balanço divulgado no sábado (24), a Prefeitura informou que aproximadamente 80 famílias haviam recebido suporte direto e 40 pessoas estavam acolhidas em abrigos. As equipes também contabilizavam cerca de 80 abordagens presenciais e 50 chamados pelo plantão telefônico da Defesa Civil.
O atendimento incluiu distribuição de cobertores, colchões e cestas básicas, encaminhamento para locais seguros e monitoramento de áreas alagadas. Os CMEIs Paulo Freire, no Xarquinho, e Noêmia, no Paz e Bem, foram preparados como pontos de acolhimento.
As ações se concentraram no Jardim das Américas, Industrial e Xarquinho, além de Entre Rios e Colônia Vitória.
No distrito de Entre Rios, aproximadamente dez famílias receberam atendimento. Quatro enfrentavam alagamento total dos imóveis e, naquele momento, haviam optado por permanecer nas residências, segundo o comunicado municipal.
Enquanto as soluções de drenagem e habitação dependem de projetos e investimentos, o município mantém o atendimento emergencial e o acompanhamento das áreas de risco.
Em caso de emergência, a Defesa Civil de Guarapuava atende pelo (42) 98427-0618, em plantão 24 horas. O Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193. A orientação é procurar um local seguro e evitar atravessar ruas alagadas ou áreas com correnteza.
Todo mundo fala
-
ELEIÇÕES 2026Guarapuava elege três estaduais; Estacho deve assumir na Câmara Federal -
ELEIÇÕES 2026Paraná elege 30 deputados federais; veja eleitos, suplentes e votação completa -
ELEIÇÕES 2026Gabriely Montalde ainda enfrenta repercussão nas redes após a polêmica do Copacabana Palace -
SEGURANÇAPolicia prende suspeitos por execução em Guarapuava; atualizações por aqui

