Conselho Gestor discute propostas para reduzir o déficit habitacional em Guarapuava
Órgão segue diretrizes apontadas pelo prefeito Denilson Baitala
27/08/2025
Em uma Guarapuava com considerável déficit habitacional, com média superior a cidades do mesmo porte, enfrentar o problema tem sido um corajoso desafio por parte do prefeito Denilson Baitala. A mais recente reunião do Conselho Gestor do Fundo Habitacional e de Interesse Social, realizada nesta quarta-feira (27), reflete essa prioridade: discutir desde a regularização fundiária até a expansão do programa Vida Digna II, voltado a famílias em situação de vulnerabilidade.
Embora o encontro tenha tratado de questões técnicas – como a regulamentação das Numerações Prediais Precárias (NPP) e a flexibilização de parâmetros construtivos –, o pano de fundo é mais amplo. A escassez de moradia acessível não é apenas um problema local: o Brasil registra, segundo estimativas da Fundação João Pinheiro, um déficit de mais de 5,8 milhões de habitações. Em cidades médias como Guarapuava, os efeitos desse número se traduzem em ocupações irregulares, periferias em expansão desordenada e pressões crescentes sobre serviços públicos.
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Conselheiros analisam projetos para o setor habitacional: "Transparência e participação social nas decisões" – afirma o secretário Gustavo Pedrosa.
“O Conselho é fundamental para garantir transparência e participação social nas decisões. É um espaço onde a comunidade pode influenciar diretamente os rumos da política habitacional” – afirmou o secretário municipal de Habitação, Gustavo Pedrosa.
Para Edeni Mayer, assistente social da pasta, a apresentação das famílias inscritas no Vida Digna II foi um marco de prestação de contas. “É um momento importante de diálogo com a sociedade e de acompanhamento das prioridades”, disse.
O esforço da gestão Baitala ocorre em um contexto de reavaliação nacional das políticas de habitação popular, após anos de cortes orçamentários e mudanças de diretrizes nos programas federais. Cidades médias têm se tornado um campo de testes para iniciativas que conciliam inclusão social com planejamento urbano – e Guarapuava tenta se posicionar nesse movimento.
Ao apostar em instâncias participativas e programas locais, a Prefeitura sinaliza que combater o déficit habitacional não é apenas construir casas, mas criar políticas de longo prazo capazes de integrar famílias vulneráveis à "cidade formal".
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