Com receita estimada de R$ 1 bilhão em 2026, Guarapuava se apronta para prospecção de novos investimentos
Secretaria de Finanças faz reformulação no sistema tributário municipal
17/06/2025
A Prefeitura de Guarapuava deverá alcançar uma receita estimada em R$ 1 bilhão no exercício fiscal de 2026, atingindo um patamar econômico que coloca o Município diante de uma nova perspectiva para os investidores.
A análise é do secretário municipal de Finanças, Luciano Crotti, que reúne dados do crescimento das atividades econômicas no Município e de um programa de reorganização do recolhimento tributário. Em recente entrevista do prefeito Denilson Baitala, o secretário passou detalhes sobre como está sendo formulada a cobrança de tributos, com destaque para o aumento da receita financeira do Município e a geração de novos investimentos, públicos e privados.
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O secretário disse ter recebido essa missão do prefeito Denilson Baitala, para promover "justiça fiscal". Ele considera que é dever constitucional do Município cobrar os impostos, sob risco de prevaricação, e que é preciso respeitar o perfil de cada contribuinte, sem que ninguém deixe de cumprir suas obrigações.
O programa começou com o levantamento completo do total da dívida ativa contraída por contribuintes junto ao erário municipal, cuja soma chega a R$ 280 milhões, de pequenos a grandes devedores.
Prefeito Denilson Baitala (no alto, à dir) e o secretário Luciano Crotti: reorganização tributária para novos investimentos
Há, por exemplo, pessoas que são terceiras compradoras de imóveis de programas sociais em que o IPTU está no nome do primeiro morador, que está inadimplente. O plano é regularizar a transferência do imóvel para o atual proprietário, junto com a cobrança do imposto.
Também está sendo normatizada a Lei de Concessão Onerosa, com a regularização de construções acima do limite legal mediante contrapartida financeira.
O secretário Luciano Crotti ponderou que a regularização tributária é essencial para a definição do plano de metas do orçamento municipal, e, ao mesmo tempo, um termômetro utilizado por investidores para medir o potencial econômico do Município.
Terreno da União no bairro Santana, uma das maiores áreas urbanas de Guarapuava, sob responsabilidade do 26º GAC: área subutilizada, em meio à carência de locais para infraestrutura habitacional
Baitala negocia terreno do Exército no Santana para construção de casas populares
Entre as obras projetadas, o prefeito Denilson Baitala destacou a construção de casas populares. A meta é atacar um dos maiores problemas sociais de Guarapuava, que acumula um alto e histórico índice de déficit habitacional.
Baitala informou que a Prefeitura está em negociações com a União para obter a concessão da grande área hoje em poder do Exército, no bairro Santana. O terreno é subutilizado, enquanto predomina a carência de imóveis públicos para aquela finalidade.
O prefeito acredita que o governo federal, a quem o Exército está subordinado, compreenderá o "clamor popular". O local poderá receber até 2.000 unidades habitacionais, de grande impacto social e econômico em uma nova região da cidade, com planejamento urbano, resolvendo situações graves submoradias (invasões e áreas ribeirinhas, sujeitas a alagamentos).
Show Rural da Coopavel, em Cascavel, uma das maiores feiras do Brasil: inspiração para o projeto de Guarapuava
Centro de Eventos do Agronegócio é outra meta da administração
Em outra ponta, o prefeito citou a construção do Centro de Eventos do Agronegócio, junto à BR-277, perto da entrada da cidade. O projeto, que deverá ter aporte de recursos estaduais, pretende ser uma vitrine do empreendedorismo rural e seguir ideias já consolidadas no segmento, como o Show Rural, em Cascavel, maior feira do agro do Brasil.
O entendimento da atual gestão municipal é de que a eficiência da administração está vinculada à receita, execução racional do orçamento e ao equilíbrio das contas públicas. O resultado, segundo o prefeito Denilson Baitala, reflete na manutenção dos serviços e construção de novos projetos e obras públicas.
"A receita municipal é a soma de todas as forças que compõem o Município, e, também, da boa gestão na condução da coisa pública", afirma o secretário Luciano Crotti. "O Município se torna mais ativo, organizado, o desenvolvimento aparece, há mais estímulo para novos empreendimentos privados", apontou Crotti.
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