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Cliente acusa funcionária de furto e caso termina em confusão generalizada

Duas pessoas foram detidas após ameaças contra PM

07/07/2026

Uma acusação de furto feita por uma cliente dentro de um restaurante no bairro Morro Alto, em Guarapuava, terminou com o registro de dois termos circunstanciados e a detenção de duas pessoas por desobediência e resistência na manhã de segunda-feira (6).

Segundo a Polícia Militar, o caso começou por volta das 11h30, após o gerente do estabelecimento acionar a corporação. Uma mulher de 37 anos afirmou ter esquecido um maço de dinheiro no banheiro do restaurante e responsabilizou o estabelecimento pelo desaparecimento da quantia.

De acordo com o boletim de ocorrência, a cliente e o marido, de 45 anos, acusaram diretamente uma funcionária da limpeza, de 52 anos, de ter furtado o dinheiro. A trabalhadora negou ter encontrado qualquer valor.

Os policiais analisaram as imagens do circuito interno de segurança do restaurante na presença das partes, mas, conforme a PM, os registros não apresentaram elementos suficientes para esclarecer o desaparecimento do dinheiro. Diante da acusação, os envolvidos foram encaminhados ao batalhão, onde foi lavrado um Termo Circunstanciado pelo crime de calúnia.

No Batalhão, homens dizem que têm transtorno mental

Enquanto os policiais atendiam a ocorrência, uma nova situação mobilizou a equipe. Segundo a PM, duas pessoas passaram a gritar que os acusados eram inocentes e que a ação policial representava uma injustiça, o que provocou a aproximação de populares e dificultou o atendimento.

Ainda conforme a corporação, os dois homens desobedeceram às ordens para se afastar e, posteriormente, para serem abordados. Um deles, de 41 anos, teria resistido à prisão, sendo necessário o uso de técnicas de contenção e algemas. O outro, de 23 anos, foi contido após a chegada de equipes de apoio.

No Batalhão, ambos apresentaram laudos médicos e informaram possuir transtornos de saúde mental. Acompanhados por um conhecido, de 59 anos, eles também foram encaminhados para a lavratura de Termo Circunstanciado.

A Polícia Militar informou que entrou em contato com o serviço municipal de saúde mental, que orientou não haver necessidade de acompanhamento psicossocial imediato, indicando apenas a possibilidade de acolhimento em albergue, caso houvesse interesse dos envolvidos.

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