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Cacique e vice-cacique são presos por desmatamento em Mangueirinha

Policiais encontraram uma "serraria" dentro da reserva

21/08/2025

A Polícia Federal e o Ibama prenderam nesta quinta-feira (21) um cacique e um vice-cacique da etnia kaingang, na reserva indígena de Mangueirinha, no centro-sul do Paraná, sob suspeita de envolvimento em uma quadrilha responsável por desmatamento ilegal em área de preservação.

Segundo a PF, o grupo atuava na extração, transporte e venda clandestina de madeira, sobretudo de araucárias, espécie ameaçada de extinção. A operação cumpre 17 mandados judiciais, sendo cinco de prisão preventiva e outros de busca, apreensão e quebra de sigilo bancário.

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Até a manhã desta quinta, quatro pessoas haviam sido presas e uma permanecia foragida. Em um dos endereços, os agentes encontraram ainda uma arma de fogo em situação irregular.

A corporação afirma que a organização criminosa era formada por indígenas e não indígenas e funcionava em núcleos estruturados. “As atividades causaram danos irreparáveis ao meio ambiente e deixaram rastros de destruição no maior remanescente de araucárias do país”, informou a PF em nota.

Os suspeitos poderão responder por organização criminosa, extração ilegal de madeira em área da União, furto qualificado e receptação. As penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

A terra indígena de Mangueirinha tem cerca de 17 mil hectares, abriga mais de três mil pessoas das etnias Kaingang e Guarani e é considerada uma das maiores reservas de araucária no mundo.

As ações de fiscalização no local se intensificaram nos últimos dois anos. Em 2023, o Ibama apreendeu uma serraria móvel na reserva e multou madeireiras da região. Em junho deste ano, dois indígenas foram presos em flagrante por corte ilegal de árvores.

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