As cinco doenças que mais afetam os cães no frio
Especialista alerta para os riscos à saúde dos animais
10/08/2026
Como proteger seu pet das baixas temperaturas neste inverno: a importância da vacinação contra a gripe canina e da proteção contínua contra parasitasA intensificação das frentes frias neste inverno de 2026 acende um alerta importante para os responsáveis de cães: as baixas temperaturas podem ser tão desafiadoras para os pets quanto são para os humanos. De acordo com Mariana Silva, médica-veterinária e consultora técnica da Boehringer Ingelheim, o clima frio favorece o surgimento ou o agravamento de algumas doenças nos cães, tornando a prevenção a melhor estratégia de cuidado nesta época do ano.
Assim como nós, os cães também sentem os impactos das mudanças climáticas drásticas. O frio intenso pode comprometer a imunidade do animal, facilitando o aparecimento de quadros respiratórios, enquanto as baixas temperaturas também afetam o sistema osteoarticular.
“Além dos problemas respiratórios e articulares, notamos que, no inverno, há uma falsa sensação de segurança em relação aos parasitas, pois muitos responsáveis ainda acreditam que pulgas e carrapatos só se proliferam no verão. Esse é um mito perigoso. Os parasitas não hibernam, e manter a proteção preventiva do pet durante todos os meses do ano é fundamental”, explica a médica-veterinária.
Para ajudar os responsáveis a redobrarem a atenção, a especialista elencou as cinco doenças e condições mais comuns em cães durante a temporada de frio:
Tosse dos Canis (Gripe Canina ou Traqueobronquite Infecciosa): Altamente contagiosa, provoca uma tosse seca e persistente. A aglomeração de animais em ambientes fechados para fugir do frio cria o cenário ideal para a sua transmissão.
Doenças Articulares: Animais idosos ou com predisposição a doenças articulares, como a osteoartrite, podem apresentar maior dor e rigidez articular durante períodos de baixas temperaturas, devido a fatores como: aumento da rigidez muscular, alterações no líquido sinovial e redução da atividade física.
Dermatites: O uso de água muito quente nos banhos e a secagem inadequada do pelo, comum nos dias em que o sol não aparece, podem remover a proteção natural da pele, causando ressecamento, coceiras e irritações severas.
Verminoses: Mesmo no frio, ovos e larvas de vermes conseguem sobreviver no meio ambiente, mantendo o risco de infecção contínuo para os cães que passeiam ao ar livre.
Infestações por Pulgas e Carrapatos: Ao contrário do senso comum, esses vetores continuam ativos no inverno. Eles podem ser trazidos para o ambiente interno, mais quente e aconchegante, por meio de roupas e sapatos, infestando a casa e colocando a saúde do animal e da família em risco.
A vacinação e o cuidado preventivo como pilares de proteção
Diante do aumento de casos de doenças respiratórias nesta época, Mariana Silva reforça a importância da imunização e da prevenção contínua. “A gripe canina pode se espalhar rapidamente, especialmente em creches, hotéis e condomínios com alta concentração de animais.
Neste inverno de 2026, nossa principal recomendação é que o responsável converse com o seu veterinário de confiança. Além de manter o cuidado antiparasitário em dia, fundamental para conter infestações por pulgas e carrapatos, a vacinação contra a doença é, sem dúvida, uma grande aliada para frear a evolução a quadros mais graves, como a pneumonia, por exemplo”, finaliza Mariana Silva.
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