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Aliança entre PSD e MDB coloca Álvaro Dias e Cristina Graeml na disputa por vaga ao Senado

Ratinho Júnior diz que Alexandre Curi continua "firme" como pré-candidato

31/07/2026

A formalização da aliança entre PSD e MDB, que confirmou o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca como pré-candidato a vice-governador na chapa de Sandro Alex (PSD), resolveu uma das principais incógnitas da sucessão estadual, mas abriu outra: a definição dos dois nomes que disputarão o Senado pela coligação governista.

Com duas cadeiras em disputa nas eleições de 2026, cada aliança poderá lançar dois candidatos ao Senado. A primeira vaga é tratada nos bastidores como destinada ao deputado estadual Alexandre Curi (PSD). A segunda, porém, tornou-se o novo foco das negociações políticas.

A entrada oficial do MDB na coligação fortaleceu a reivindicação do partido por espaço na chapa majoritária. O principal nome apresentado é o do ex-governador Álvaro Dias, que acompanhou Greca no anúncio da aliança e reafirma sua disposição de disputar uma vaga ao Senado.

Apoio ao acordo fortalece pleito de Álvaro Dias

Nos meses que antecederam o entendimento entre PSD e MDB, Álvaro Dias esteve entre os principais defensores da aproximação das duas legendas.

Mesmo quando Rafael Greca afirmava publicamente que "jamais" aceitaria disputar o cargo de vice-governador, Dias defendia a construção de uma candidatura única do grupo governista. Em um dos encontros políticos realizados durante as negociações, chegou a declarar que estaria disposto até mesmo a abrir mão de sua candidatura em nome da unidade do bloco.

Com o acordo consolidado e Greca confirmado como vice, porém, o cenário mudou. A participação do MDB na chapa passou a ser acompanhada da expectativa de que o partido também seja contemplado na disputa ao Senado, ampliando o peso político da pré-candidatura de Álvaro Dias.

Definição da segunda vaga permanece em aberto

A possível entrada de Álvaro Dias na chapa trouxe novos elementos para a composição da candidatura ao Senado.

Nos bastidores, aliados interpretam que a presença do ex-governador amplia a concorrência pela segunda vaga e altera o equilíbrio político dentro da coalizão.

Alexandre Curi passou a ser citado como um dos nomes potencialmente afetados pela nova configuração. A avaliação decorre da possibilidade de readequação das estratégias eleitorais da coligação.

O governador Ratinho Júnior, entretanto, afirmou que Alexandre Curi não manifestou qualquer preocupação com o novo cenário nem fez questionamentos sobre a composição da chapa.

Cristina Graeml segue como alternativa do PSD

Caso o MDB não seja contemplado com a segunda candidatura ao Senado, a jornalista Cristina Graeml permanece como uma das principais alternativas do grupo governista.

Graeml ingressou recentemente na base política de Ratinho Júnior cercada da expectativa de exercer protagonismo nas eleições estaduais. Sua filiação foi interpretada como parte da estratégia do PSD para ampliar a presença eleitoral em diferentes segmentos do eleitorado de Curitiba, onde chegou ao segundo das eleições para prefeito em 2024 e chegou a 42,36% (390.254 votos), perdendo para o prefeito eleito, Eduardo Pimentel.

Enquanto isso, a definição dos dois candidatos ao Senado permanece como uma das principais pendências da aliança entre PSD e MDB.

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