A importância de Terezinha Saldanha na preservação da História de Guarapuava
Professora da Unicentro faleceu nesta quinta-feira (22), aos 70 anos
22/05/2025
A memória de Guarapuava perdeu uma de suas maiores preservadoras. A professora Terezinha Saldanha faleceu na manhã desta quinta-feira (22), na Unidade Centro do Hospital São Vicente de Paulo, aos 70 anos.
Professora do Departamento de História da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), a professora Terezinha, como era chamada, deixa uma história viva. Pelo trabalho de anos que prestou no Centro de Documentação e Memória da Unicentro, pelos ensinamentos que passou a seus alunos e inspiração entre seus colegas.

As mãos com as quais se expressava com firmeza em suas exposições, fosse em sala de aula ou num evento público, foram as mesmas que selecionaram milhares de documentos históricos de Guarapuava e região.
Entre os mais recentes acervos, por exemplo, está a coletânea do ex-prefeito Nivaldo Kruger. Foi Terezinha Saldanha quem recebeu a documentação das filhas de Kruger, que por décadas foram compiladas pelo ex-prefeito e, no seu falecimento, encontraram guarida no Centro de Documentação da Unicentro.
Também está lá, e com a participação de Terezinha, a rica história política de Guarapuava, transferido da Câmara Municipal.
Documentos de cartórios judiciais foram buscados por Terezinha – e muito da centenária história das famílias guarapuavanas, inclusive documentos, hoje está preservado. Por obra e dedicação de Terezinha Saldanha.
Numa comunidade com 225 anos de existência, desde que os colonizadores foram enviados por d. João VI às futuras terras guarapuavanas, e não preservou a História como deveria, é possível entender a dimensão do trabalho de Terezinha Saldanha. Foi-se a grande parte da insubstituível arquitetura colonial de Guarapuava, tão rica quanto o solo que produz riquezas, mas é graças a pessoas como Terezinha Saldanha que as gerações têm parâmetros, passado e muito a estudar e a projetar o futuro.
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Em nota, a direção da Unicentro manifestou "profundo pesar" pelo falecimento, destacando que a professora Terezinha Saldanha dedicou sua trajetória à História e à preservação da memória de Guarapuava e região.
Terezinha foi graduada pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Guarapuava (antecessora da Unicentro) e foi admitida como docente em 1985.
Em 2001, assumiu como responsável pelo Arquivo Histórico de Guarapuava e, em 2004, como chefe da Divisão de Arquivo Histórico da Unicentro, que, em 2009, se transformou no Centro de Documentação e Memória (Cedoc). Desde então, atuava como coordenadora administrativa do Cedoc, contribuindo com empenho e sensibilidade para a preservação e difusão da memória da universidade e da região.
"Seu legado permanece vivo no compromisso com a História, na formação de gerações de historiadores e na valorização do patrimônio cultural" – diz a nota.
Terezinha Saldanha estava internada há vários dias e a causa da morte não foi divulgada. Ela está sendo velada na Capela Pax, junto ao Cemitério Municipal, e será sepultada na manhã desta sexta-feira.
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