Restauração do Calçadão da XV deve ser revista após conclusão de obras paradas há um ano
Secretaria de Planejamento renegociou com a empresa conclusão de duas quadras e, em seguida, contrato será rescindido
10/11/2025
Uma das quadras iniciadas e não concluídas: Milano ficará com uma parte das obras a serem concluídas, e a Prefeitura com outraA restauração do Calçadão da XV de Novembro, em Guarapuava (PR), deve ter continuidade com o atual ou com um novo projeto, a depender de um estudo de impacto social, econômico e histórico. A decisão será tomada apenas depois que a empreiteira Milano concluir as obras nas duas quadras onde os serviços foram iniciados, entre as ruas Professora Leonídia e Marechal Floriano Peixoto, e que estão paralisadas há cerca de um ano.
Segundo o secretário municipal de Planejamento, Thiago Pfann, houve uma renegociação com a empresa, que se comprometeu a finalizar a maior parte do que falta – como instalação elétrica, calçamento e quiosques –, enquanto a prefeitura ficará responsável pelo paisagismo e pela sinalização de trânsito.
Parte original do Calçadão ainda intacto com calçamento em petit pavé: Secretaria Municipal do Planejamento avalia possibilidade de mantê-lo como está, com adequações (Foto: Tonico de Oliveira)
O contrato com a Milano será mantido até a conclusão desses trabalhos e, em seguida, rescindido. “Tomamos a iniciativa de romper o contrato, mas a empresa ainda deve parte das obras”, afirmou Pfann.
O projeto original de “reconstrução” previa a revitalização das oito quadras do Calçadão, entre a Brigadeiro Rocha e a Saldanha Marinho, com investimento mínimo de R$ 15 milhões. A administração Celso Góes (PSD) concluiu apenas duas quadras, em frente à sede regional do INSS e à Praça 9 de Dezembro, reduzindo a área de circulação de automóveis e ampliando o espaço para pedestres, com a instalação de quiosques comerciais.
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A intervenção foi alvo de críticas, sobretudo pela substituição do tradicional calçamento em petit pavé – parte do projeto original do Calçadão, inaugurado em 1980 – por blocos de paver. A paralisação das obras e a mudança na paisagem urbana afastaram afastaram populares que comumente frequentavam o local, o que contribuiu para o esvaziamento da Praça 9 de Dezembro, hoje ocupada por moradores de rua e usuários de drogas.
“A ideia, após a execução das melhorias necessárias, é rediscutir o projeto – se mantemos o modelo atual ou retomamos o petit pavé”, disse Pfann.
A expectativa do município é concluir as intervenções nas duas quadras até o início de 2026 e, em seguida, definir o futuro das demais etapas da requalificação.
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