Ratinho Junior escolhe Sandro Alex como candidato do PSD ao governo do Paraná
Decisão encerra indefinição interna e reposiciona disputa estadual
14/04/2026
O governador Ratinho Junior (PSD) confirmou na noite de segunda-feira (13) o deputado federal Sandro Alex como candidato do partido ao governo do Paraná nas eleições de outubro. A escolha encerra um período de indefinição dentro da sigla e reorganiza o tabuleiro da sucessão estadual.
Sandro Alex está no quarto mandato na Câmara dos Deputados e, até o prazo de desincompatibilização, comandava a Secretaria de Infraestrutura e Logística, uma das pastas mais estratégicas da gestão estadual. Sua base eleitoral está concentrada em Ponta Grossa, quarto maior município do estado.
A definição contrariou expectativas internas. O secretário das Cidades, Guto Silva, era tratado como favorito após a saída de outros nomes competitivos da disputa. Segundo interlocutores, embora tivesse preferência pessoal do governador, Guto não apresentava desempenho consistente nas pesquisas de intenção de voto, especialmente diante do senador Sergio Moro, que lidera levantamentos preliminares.
A demora na decisão expôs fissuras no PSD. O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca migrou para o MDB, enquanto o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, filiou-se ao Republicanos. Ambos mantêm pré-candidaturas e não descartam composição.
Cenário fragmentado e múltiplas candidaturas
Além de Sandro Alex, o campo oposicionista inclui Moro, Curi e Greca. Também foi confirmada a candidatura do deputado estadual Requião Filho (PDT), em aliança com o PT.
A escolha do PSD ocorre após Ratinho Junior recuar de uma possível candidatura à Presidência da República. O partido decidiu lançar o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado na disputa nacional, enquanto prioriza a manutenção do controle político no Paraná.
Contexto local influencia projeção estadual
Em Ponta Grossa, principal reduto de Sandro Alex, o grupo político sofreu revés recente: seu irmão, o deputado estadual Marcelo Rangel, foi derrotado na eleição municipal de 2024 pela prefeita Elizabeth Schmidt (União Brasil), com apoio de Moro.
O episódio é visto como indicador de que a transferência de capital político no interior não é automática – um dos fatores que devem pesar na estratégia da campanha estadual.
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