Cinco novos secretários estaduais são nomeados após desincompatibilização eleitoral
Trocas atingem parte do primeiro escalão e refletem reorganização do governo às vésperas do calendário eleitoral
09/04/2026
O governo do Paraná promoveu a substituição de cinco secretários estaduais após a saída de titulares que deixaram os cargos para disputar as eleições de 2026. As mudanças decorrem do período de desincompatibilização, exigido pela legislação eleitoral, que levou ao esvaziamento de ao menos 16 postos na administração direta.
As mudanças atingem áreas estratégicas da administração e envolvem, em grande parte, nomes técnicos ou já vinculados à estrutura do governo.
Na Secretaria da Saúde, César Neves assumiu no lugar de Carlos Alberto Gebrim Preto. Médico, Neves já ocupava funções internas na pasta, como chefia de gabinete e diretoria-geral.
Na Secretaria de Infraestrutura e Logística, o ex-diretor-geral do DER-PR Fernando Furiatti substitui Sandro Alex, que deixou o cargo para o processo eleitoral.
A Secretaria do Esporte passou a ser comandada por Walmir da Silva Matos, que ocupava a presidência da Paraná Esporte, no lugar de Helio Renato Wirbiski.
Na Secretaria de Segurança Pública, o coronel Saulo de Tarso Sanson Silva foi nomeado para substituir o também coronel Hudson Leôncio Teixeira. Antes, Sanson atuava como diretor de Políticas Públicas da própria secretaria.
Já a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável passou a ser chefiada por Everton Luiz da Costa Souza, ex-diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT), no lugar de Rafael Greca.
As substituições indicam uma estratégia de continuidade administrativa, com a escolha de quadros internos ou com experiência prévia nas áreas. Ao mesmo tempo, refletem o impacto direto do calendário eleitoral sobre a composição do primeiro escalão, forçando uma recomposição rápida para manter a execução de políticas públicas em andamento.
Os novos nomes já foram empossados e passam a comandar áreas estratégicas do Executivo estadual. A reformulação atinge setores relevantes da máquina pública e indica uma reconfiguração administrativa em meio à transição do ciclo político.
As exonerações seguem o calendário definido pela Justiça Eleitoral, que obriga ocupantes de cargos públicos a se afastarem dentro de prazos específicos para garantir igualdade na disputa. No caso do Paraná, o movimento amplia a rotatividade no primeiro escalão e reforça a necessidade de recomposição rápida das equipes.
A substituição de secretários também tem impacto na continuidade de políticas públicas, já que novos gestores assumem projetos em andamento. Em geral, a tendência é de manutenção das diretrizes estabelecidas, com ajustes operacionais conforme o perfil dos indicados.
As mudanças ocorrem em um momento de reorganização mais ampla do governo estadual, com reflexos diretos na articulação política e na condução administrativa até o período eleitoral.
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