Polícia prende suspeito de ataque em Prudentópolis que matou bebê e feriu familiares
Identidade do autor continua sendo mantida em sigilo
29/12/2025
A Polícia Militar do Paraná prendeu nesta segunda-feira (29) o homem apontado como autor no ataque a tiros a uma residência rural de Prudentópolis, que resultou na morte de um bebê de 9 meses – filha dele – e deixou ao menos sete pessoas feridas. Entre os atingidos, outras três crianças.
O crime aconteceu na madrugada de sábado (27) na localidade de Terra Cortada e mobilizou forças policiais por dois dias.
Segundo a PM, o suspeito foi localizado na área urbana, no bairro Ronda, após diligências realizadas em conjunto com a Polícia Civil, depois que o veículo usado na fuga foi encontrado abandonado.
De acordo com a corporação, o ataque teria ocorrido horas após uma ocorrência de violência doméstica registrada na sexta-feira. A companheira do suspeito teria procurado abrigo na casa de familiares após relatar ameaças com arma de fogo.
Durante a madrugada de sábado, o homem retornou ao local armado e efetuou disparos contra as pessoas que estavam na residência. Há informações de que ele estava acompanhado de um comparsa.
Entre os feridos há três adultos, além das crianças. A Polícia Militar informou que o bebê morreu durante a tentativa de fuga pela mata. Exames preliminares indicaram que a morte não foi causada por disparos, mas por asfixia acidental enquanto a mãe tentava protegê-lo.
A identidade do preso não foi divulgada. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e ainda avalia quais acusações serão formalmente apresentadas, incluindo homicídio, tentativas de homicídio e crimes relacionados à violência doméstica.
O comandante da PM de Prudentópolis, capitão Wala, disse que uma das maiores dificuldades em prisões como essa é o grande território do município, um dos maiores do Estado. No entanto, o auxílio da população com informações foi determinante para se chegar ao autor.
O caso gerou comoção e reacendeu discussões sobre a aplicação de medidas protetivas e o controle de armas em contextos de violência doméstica, especialmente em áreas rurais do Estado.
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