Ex-companheiro invade casa e ameaça mulher com revólver em novo caso de violência doméstica em Prudentópolis
Ocorrência registrada reforça alerta sobre a violência contra a mulher; estudo aponta o Centro-Sul entre as regiões de concentração do problema no Paraná
25/09/2026
Imagem ilustrativa: caso de Prudentópolis é o modelo de uma realidade negativa na Região de Guarapuava, onde as mulheres são vítimas de um sistema instituído de violência Uma mulher de 44 anos acionou a Polícia Militar após viver momentos de medo dentro de casa com o ex-companheiro, de 30 anos, na manhã desta quinta-feira (24), na Vila Beraldo, em Prudentópolis. Segundo o relato, o homem entrou na residência sem autorização, ameaçou a vítima em meio a uma tentativa de reatar o relacionamento e estaria armado com um revólver.
O caso engrossa os registros de violência contra a mulher em Prudentópolis e ocorre num contexto que coloca a Região de Guarapuava (Centro-Sul) entre as áreas de concentração de alto índice de violência contra a mulher no Paraná.
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Prudentópolis tem cerca de 51.000 habitantes e é conhecida como a "Pequena Ucrânia" no Brasil e a "Terra das Cachoeiras", com fortes vínculos à religiosidade e às tradições de origem. SAIBA MAIS sobre Prudentópolis
Boletins da PM revelam índice preocupante de violência contra a mulher
Além de estatísticas da Secretaria da Segurança Pública (Sesp), os informes diários do 16⁰ Batalhão de Polícia Militar trazem relatos frequentes de atentados contra as mulheres naquele município.
O caso que aconteceu na Vila Beraldo foi mais um típico episódio que muitas mulheres enfrentam no cotidiano. O homem negou as acusações e afirmou não possuir arma. Nada de ilícito foi encontrado com ele. A PM também não realizou buscas no veículo ou na residência, pois não havia autorização para isso. A mulher pediu medida protetiva. A ocorrência foi registrada pela PM como ameaça contra mulher em contexto de violência doméstica e familiar.
O episódio chama atenção para um problema que vai além de uma ocorrência isolada. Estudo divulgado pelo Tribunal de Contas do Paraná em agosto, com base em dados da Sesp de 2019 a 2025, identificou o Centro-Sul entre as regiões de concentração da violência contra a mulher no Paraná, com destaque regional para os estupros notificados.
No período analisado, o Paraná acumulou cerca de 688 mil ocorrências de violência contra mulheres
O levantamento considerou sete indicadores, entre eles violência doméstica, estupro e violência sexual, exploração sexual, feminicídio e homicídio doloso, utilizando taxas por 100 mil habitantes para permitir a comparação entre municípios de diferentes tamanhos.
Os números mais recentes da Sesp mostram que a violência dentro de casa continua produzindo milhares de chamados policiais. Apenas em janeiro de 2026 foram 6.687 ocorrências de violência doméstica contra mulheres no Paraná, praticamente o mesmo patamar de janeiro de 2025, quando houve 6.722 registros.
Embora os dados estaduais apontem redução de alguns crimes mais graves – os feminicídios caíram de 109 em 2024 para 87 em 2025 –, a recorrência de ameaças, agressões e conflitos domésticos registrada pelas forças de segurança mostra a dimensão cotidiana do problema.
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