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No Dia da Mulher, casos de violência em cidades da região de Guarapuava

Em Pitanga, uma mulher foi atacada a pauladas

08/03/2026

Na véspera e no Dia Internacional da Mulher, atendimentos policiais registraram episódios de violência e ameaças contra mulheres em diferentes municípios da região de Guarapuava.

As ocorrências foram entre sábado (7) e a madrugada de domingo (8) em Guarapuava, Pitanga, Santa Maria do Oeste e Prudentópolis, envolvendo agressões físicas, ameaças e situações de violência doméstica.

Em Guarapuava, no bairro Alto Cascavel, a Polícia Militar foi acionada por volta das 18h24 de sábado para verificar uma denúncia de agressão dentro de uma residência. No local, os policiais não localizaram a mulher nem as crianças citadas na denúncia. Uma vizinha informou que havia ocorrido uma discussão e que a mulher teria deixado o imóvel levando três filhos.

Durante a averiguação, um homem se apresentou à equipe e relatou ter discutido com a companheira. Ao consultar os sistemas policiais, os agentes constataram que havia contra ele um mandado de prisão em aberto expedido pela Vara de Família e Sucessões da Comarca de Toledo por dívida de pensão alimentícia. O suspeito foi detido e encaminhado para os procedimentos legais.

​Em Pitanga, o caso mais grave

O caso mais grave foi registrado em​​​​​Pitanga, já na madrugada deste domingo (8). Uma mulher de 27 anos deu entrada em um hospital da cidade com ferimentos graves após ter sido agredida com golpes de madeira.

Segundo relato da vítima à Polícia Militar, ela foi atraída ao local por meio de mensagens enviadas por uma mulher de 24 anos que teria se passado pelo marido da vítima nas conversas. Ao chegar ao endereço combinado, a mulher foi atacada, sofrendo cortes profundos na cabeça e diversas escoriações pelo corpo.

A polícia foi até a residência da suspeita, que apresentou versão diferente dos fatos e alegou ter agido em legítima defesa. No entanto, mensagens encontradas pelos policiais indicariam que a agressão teria sido premeditada, corroborando o relato da vítima. A suspeita foi presa e encaminhada para os procedimentos legais. Como havia crianças na casa, o Conselho Tutelar foi acionado para realizar o acolhimento das menores. A vítima permaneceu sob observação médica devido à gravidade dos ferimentos, e o caso será investigado pela Polícia Civil.

Em Santa Maria do Oeste, também no sábado à noite, uma mulher de 40 anos procurou a polícia após receber ameaças de morte do ex-companheiro. Segundo o relato, o homem – de quem ela está separada há cerca de dois meses – foi até a residência embriagado e tentou reatar o relacionamento. Diante da recusa, ele teria afirmado que voltaria durante a noite para incendiar a casa com a mulher dentro.

A vítima relatou ainda histórico de agressões durante o período em que conviveram. A Polícia Militar realizou buscas na região, mas o suspeito não foi localizado. A mulher foi orientada sobre os procedimentos legais e sobre a possibilidade de solicitar medida protetiva de urgência.

Já em Prudentópolis, no bairro Vila da Luz, uma ocorrência de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar na manhã de sábado. De acordo com o registro policial, o ex-companheiro da vítima invadiu a residência e passou a ameaçá-la de morte.

Após saber que a polícia seria acionada, o homem deixou o local, mas retornou pouco depois e tentou retirar à força a filha do casal, uma criança de cerca de um ano. A tentativa foi impedida pela mãe da vítima. Durante a confusão, o suspeito se apoderou de um objeto semelhante a um espeto e tentou agredir a mulher.

A mãe da vítima interveio para impedir a agressão e a retirada da criança. Em seguida, o homem arremessou uma pedra em direção às duas, atingindo uma delas na perna e causando um hematoma. Apesar da lesão, a vítima recusou encaminhamento para atendimento médico. O suspeito fugiu antes da chegada da polícia e não foi localizado.

Os registros ocorreram às vésperas do Dia Internacional da Mulher, data que marca a luta por direitos e igualdade, mas que também costuma trazer à tona dados sobre violência de gênero. Nos casos atendidos na região, as vítimas foram orientadas sobre medidas legais, como registro de ocorrência e solicitação de medidas protetivas previstas na legislação brasileira.

Ainda em Guarapuava, houve manifestação pública promovida por grupos políticos.

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