Morte da guarapuavana Tatiane Spitzner motivou a criação do Dia de Combate ao Feminicídio (22 de julho)
Advogada foi vítima de assassinato pelo próprio marido
22/07/2025
Tatiane Spitzner foi agredida e estrangulada, até ser jogada da sacada do apartamento onde morava, no Centro de Guarapuava, em 2018O Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, 22 de julho, foi instituído pela Lei 19.873/2019, simbolizando um esforço conjunto de diversas esferas da sociedade na proteção às mulheres. A data foi escolhida em referência à morte da advogada Tatiane Spitzner, em Guarapuava e, além da lembrança, é um dia de mobilização.
No dia 22 de julho de 2018, Tatiane Spitzner foi brutalmente assassinada pelo seu então marido, o professor Luis Felipe Manvailer. Em 2021, ele foi condenado a 31 anos de prisão e teve a sentença confirmada recentemente, após recorrer, sem sucesso, a todas as instâncias judiciais. Por último, Manvailer tenta ficar com a herança que Tatiane recebeu de sua vó, considerando-se na linha sucessória da ex-mulher, mesmo tendo a assassinado. A questão, amplamente controversa, corre na Justiça.
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Manifestação no Centro de Guarapuava nesta terça-feira (22) lembra o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. (Imagens: Comunicação do 16⁰ Batalhão de Polícia Militar do Paraná)
Nesta terça-feira, diversas entidades e instituições se mobilizaram em todo o Paraná para lembrar a data. Em Guarapuava, houve uma passeata ao meio-dia, na área central da cidade, como sinal de alerta a uma das regiões com maior incidência de violência contra a mulher.
Apesar disso, as diversas ações e medidas políticas que deram origem a programas governamentais, após a morte de Tatiane, levaram a uma redução de 18,7% no número de homicídios de mulheres no Paraná, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública.
Nos últimos anos, os índices de solução de feminicídios seguem em torno de 100%, afirma a Secretaria.
Para Luciana Novaes, delegada-chefe da Divisão de Polícia Especializada, o número reflete mais do que o trabalho comprometido das equipes policiais, pois elucidar crimes significa também combater. “Isso é uma resposta aos agressores. Estes crimes não passarão em branco. Enquanto houver feminicídio, haverá uma Polícia Civil preparada para investigar, identificar autores e levá-los até a justiça.”
A conscientização da população, junto com medidas repressivas aos criminosos, continua sendo um excelente combustível no combate ao feminicídio.
Os boletins policiais em Guarapuava revelam uma rotina diária de violência doméstica. Embora nenhuma instituição ou pesquisadores tenham se dedicado a analisar esses números, em tempos recentes, os dados também revelam uma tendência: as mulheres denunciam mais e colocam os agressores de frente com as forças de segurança.
O fim ou redução significativa da violência, porém, estão atrelados a contingências profundamente sociais – a começar pela efetiva independência econômica e projeção cultural das mulheres. O impacto disso seria extraordinário, pois as mulheres representam a maioria da população.
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