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Guarapuava recebe a primeira agência modelo do Banco Fiscal

Instituição é especializada em precatórios e créditos tributários

02/06/2025

Guarapuava, no coração do Paraná, foi escolhida para receber a primeira agência modelo (flagship) do Banco Fiscal no Brasil. O Banco Fiscal foi constituído como banco digital para operar exclusivamente com o mercado de precatórios e créditos tributários. A inauguração da agência física em Guarapuava. em maio último, marca um novo momento na trajetória do banco, além de uma aposta na cidade.

Fundado sob o propósito de transformar um mercado ainda pouco explorado — o de precatórios e créditos tributários — o Banco Fiscal abriu sua agência conceito como parte de um movimento de expansão que une "inovação, credibilidade e inteligência financeira".

"O mercado tributário clamava por profissionalização e confiança. Com as unidades flagship, trazemos estrutura, presença e acessibilidade para empresários de todos os portes, que agora podem usar seus ativos fiscais como ferramentas reais de crescimento", afirma Luis Wulff, CEO do Banco Fiscal.

A nova unidade de Guarapuava é liderada pelo franqueado Wagner Reichert.

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“Estamos muito orgulhosos de trazer essa estrutura inovadora para Guarapuava. A presença física do Banco Fiscal representa uma nova era para as empresas locais e regionais, com soluções práticas para reduzir passivos e gerar caixa com segurança jurídica”, destaca Wagner Reichert.

Com atuação nacional e mais de 350 unidades espalhadas pelo Brasil, o Banco Fiscal opera em dois principais eixos: compra e venda de precatórios (buy-side e sell-side) e monetização de créditos tributários acumulados. Suas soluções já permitiram a compensação de mais de R$ 1 bilhão em créditos tributários, com impacto direto na competitividade e regularidade fiscal de seus clientes.

A unidade flagship é mais que uma agência: é um ponto de confiança para atrair negócios, um espaço de atendimento personalizado e uma porta de entrada para transformar ativos esquecidos em estratégias de crescimento.

O futuro do mercado de precatórios

Os precatórios federais devem ser reintegrados ao teto de gastos a partir de 2027, conforme as novas regras do arcabouço fiscal, o que pressiona ainda mais a já limitada capacidade de gestão do orçamento público. De acordo com projeções oficiais, o governo federal terá de desembolsar R$ 124,3 bilhões em 2027, R$ 132 bilhões em 2028 e R$ 144 bilhões em 2029 apenas para quitação dessas dívidas judiciais já reconhecidas pela Justiça.

Para 2027, estima-se que, após o pagamento dos precatórios, o governo terá disponível apenas R$ 122,2 bilhões em despesas não obrigatórias — e, desse montante, R$ 56,5 bilhões já estarão comprometidos com emendas parlamentares impositivas.

No Paraná, o estoque de precatórios em 2022 era de R$ 6,69 bilhões, que aumentou para R$ 7,605 bilhões em 2023, e a previsão de fechamento para 2024 era de R$ 8 bilhões. O Paraná está pagando atualmente precatórios que venceram em 2009, demonstrando um atraso significativo em suas obrigações. Apesar de estar enquadrado em um regime especial, o Estado deve cumprir com todas as suas obrigações até 2029, conforme a regra constitucional.

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