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200 ANOS

Guarapuava, a força feminina da esperança

Domingo, 08 de dezembro de 2019

NÍNCIA TEIXEIRA (*)

Se Guarapuava fosse uma mulher, teria em sua linhagem a força indígena de Arasay que mesmo tendo perdido seu grande amor não sucumbiu e suas lágrimas não foram em vão, pois delas a esperança se edificou.    

Se Guarapuava fosse mulher, em seu sangue correria a força da imigrante, que semearia na terra a resiliência e a crença que um dia a árvore dá frutos.

Se Guarapuava fosse mulher teria a marca da negritude, que mesmo escravizada não se deixou sucumbir.

Guarapuava-mulher seria agricultora e faria germinar o trabalho feminino quase nunca reconhecido, mas sempre essencial.

Guarapuava-mulher seria professora e na lição diária ensinaria as gerações a não esquecer que só o conhecimento é que traz o poder.

Guarapuava-mulher seria política e promoveria o bem estar dos que são invisíveis e oprimidos.

Guarapuava-mulher seria artista e faria surgir luz no que é dor.

Nessa Guarapuava com corpo e alma de mulher a voz que grita, diria: essa terra não tem dono, tem a força feminina da esperança, resiliência, persistência, luta, transformação substantivos femininos que estão no DNA da Pérola do Oeste e de sua gente radiante.

Na terra de Guairacá, vozes mulheres ecoam sob nomes variados...

Vozes que antes silenciadas, hoje refletem a maturidade de seus 200 anos no grito relido: Essa terra tem mulheres!

(*) Níncia Teixeira é cidadã guarapuavana, professora da Unicentro

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