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Em Guarapuava, novembro começa sob chuva e frio, mas o sol promete retorno na segunda quinzena

Entre nuvens densas e manhãs frias, região enfrenta um início de mês típico da primavera paranaense, marcada por contrastes e pela promessa de calor no horizonte

31/10/2025
As chuvas persistentes que cobrem o Centro-Sul do Estado devem perder força a partir da segunda quinzena, abrindo espaço para o sol e para o avanço do plantio de verãoAs chuvas persistentes que cobrem o Centro-Sul do Estado devem perder força a partir da segunda quinzena, abrindo espaço para o sol e para o avanço do plantio de verão

Sai um outubro chovoso, e a perspectiva é que o céu de Guarapuava amanhecerá carregado neste início de novembro. As chuvas persistentes que marcaram outubro ainda dominam o horizonte do Centro-Sul do Paraná, trazendo temperaturas mais baixas e manhãs nubladas. Mas, segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), há luz no fim das nuvens: a segunda metade do mês deve ser de sol mais frequente e clima mais ameno.

“Vamos ter uma verdadeira gangorra ao longo de novembro”, resume o meteorologista Reinaldo Kneib. “O mês começa frio e úmido, com longos períodos de chuva, mas termina com o retorno do calor e dias mais secos em boa parte do Estado.”

O primeiro fim de semana do mês será de instabilidade generalizada. Em Guarapuava e nos Campos Gerais, as pancadas de chuva tendem a se estender por horas, acompanhadas de ventos de até 70 km/h e risco de granizo isolado. No Dia de Finados, o tempo deve permanecer fechado, com volumes que podem ultrapassar 50 milímetros.

Essa sequência de dias cinzentos é explicada por um fenômeno de grande escala: a oscilação Antártica, que, em sua fase negativa, favorece o avanço de frentes frias sobre o Sul do Brasil. O resultado é um corredor de umidade que mantém o céu carregado sobre o Centro e o Leste do Paraná.

Em Guarapuava, as temperaturas máximas devem permanecer entre 22°C e 25°C nos primeiros dias do mês, com mínimas que podem chegar a 14°C, valores considerados baixos para o período. A sensação térmica lembra mais o fim do inverno do que o início do verão.

Centro-Sul: entre o frio da serra e o retorno do calor

Historicamente, o Centro-Sul paranaense – região que englobaos quadrantes de  Guarapuava, Pitanga, Laranjeiras do Sul e Palmas – registra médias de chuva em novembro entre 150 mm e 175 mm, um pouco abaixo dos acumulados de outubro. É o suficiente, porém, para manter os campos úmidos e a vegetação intensamente verde.

Com a retomada do sol prevista para a segunda quinzena, a paisagem deve mudar rapidamente. As tardes mais quentes trarão temperaturas máximas próximas de 30°C, especialmente nos vales e planaltos mais baixos. “A tendência é que o tempo seco ganhe força e o calor se espalhe, especialmente no interior do estado”, explica Kneib.

Quando o sol volta

A partir do dia 15, as frentes frias se afastam e o predomínio será de tempo firme. O avanço de uma massa de ar seco deve proporcionar dias ensolarados e maior amplitude térmica – manhãs frescas e tardes quentes.

No campo, o período será bem-vindo. Produtores rurais da região de Guarapuava esperam uma trégua nas chuvas para o avanço do plantio de verão, que foi atrasado por conta do solo encharcado.

Um novembro típico, com sabor de recomeço

De acordo com dados históricos do Simepar, Guarapuava mantém médias de temperatura entre 18°C e 20°C ao longo de novembro – uma das mais baixas do estado. Essa característica, aliada à altitude de mais de 1.000 metros, garante à cidade o título informal de “capital do frio paranaense”, mesmo às vésperas do verão.

Ainda assim, novembro tende a encerrar com um cenário mais estável e típico da transição para o calor. Depois de semanas sob garoa, os guarapuavanos devem finalmente ver o sol romper as nuvens – ainda que por pouco tempo.

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