Cotação da soja continua em alta em Chicago com petróleo acima de US$ 100
Preços estão sendo embalados pela tensão no Oriente Médio
09/03/2026
Negócios agrícolas acompanham variações geopolíticas, que afetam principalmente o preço do petróleo As cotações do complexo soja operam em alta na manhã desta segunda-feira (9) na Chicago Board of Trade (CBOT), dando continuidade ao movimento de valorização observado já na abertura da sessão noturna de domingo. Por volta das 6h50 (horário de Brasília), os contratos avançavam entre 14 e 18,25 pontos.
O contrato para maio era negociado a US$ 12,15 por bushel, enquanto o vencimento de julho alcançava US$ 12,27 por bushel.
Entre os derivados, o óleo de soja registrava valorização superior a 2% – após ter superado os 3% durante o pregão – enquanto o farelo avançava cerca de 0,5%. Milho e trigo também operavam em alta na bolsa de Chicago.
A valorização dos grãos acompanha a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que tem impulsionado os preços do petróleo no mercado internacional. Analistas apontam que o setor de energia atravessa um período de forte instabilidade, com a oferta pressionada por conflitos na região, cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e problemas logísticos decorrentes do fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Após reabrirem as negociações com ganhos próximos de 20% e preços novamente acima de US$ 100 por barril, os contratos futuros do petróleo mantinham trajetória de alta nesta manhã. Por volta das 7h05 (horário de Brasília), o tipo Brent crude oil subia 12,6%, cotado a US$ 104,32 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) avançava 11,63%, para US$ 101,40.
No mercado de soja, investidores também monitoram as relações comerciais entre Estados Unidos e China. Está previsto para este mês um encontro entre autoridades comerciais dos dois países, além de uma reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em abril.
A postura dos Estados Unidos no conflito do Oriente Médio é acompanhada de perto por Pequim, fator que pode influenciar o fluxo global de commodities agrícolas.
No caso do trigo, operadores também observam com atenção uma possível aproximação entre Rússia e Irã, cenário que adiciona pressão altista às cotações do cereal na bolsa de Chicago.
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