Chegou o frio, e o inverno nem começou
É dia de colocar japona e encarar dias e noites gelados
29/05/2025
Com a chegada do frio, a rotina dos guarapuavanos muda da noite para o dia. Casacos pesados, cobertores extras, aquecedores e a tradicional cuia de chimarrão voltam a ser protagonistas do cotidiano. A tradicional japona não pode faltar – e quem é de Guarapuava,conhece do que estamos falando.
O fato é que o inverno nem começou; oficialmente, ele só chega em 21 de junho. Mas a primeira frente fria do ano chegou chegando e o povo do Terceiro Planalto sabe que isto significa dias e noites gelados, muita roupa e aquela vontade inconfessável de ficar mais tempo dentro de casa.
A lareira, nos mais diferentes formatos, é imprescindível para quem dispõe desse recurso. O velho e nostálgico fogão à lenha continua presente em muitas casas.
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O frio vem acompanhado de glamour. Os vinhos voltam ao cardápio com mais frequência, assim como o fondue e as sopas. As roupas do frio têm todo o seu requinte.
Sendo em Guarapuava, o pinhão é um dos itens da culinária, assim como a bota e o cachecol integram o charme das vestimentas.
A mudança no clima também afeta os hábitos alimentares. Pratos mais calóricos e bebidas quentes ganham espaço nas refeições. Sopas, caldos, chocolate quente e chás caseiros se tornam aliados não apenas para aquecer o corpo, mas também para reforçar a imunidade. É recomendável aumentar o consumo de alimentos ricos em vitaminas C e D, como frutas cítricas, vegetais verdes escuros e ovos”, orienta a nutricionista Carolina Mendes.
Impactos no humor e na saúde mental
O frio intenso não afeta apenas o corpo — ele também mexe com a mente. A diminuição da luz solar e a redução das atividades ao ar livre influenciam diretamente o humor e a disposição. Segundo psicólogos, os dias curtos e o clima cinzento podem intensificar quadros de ansiedade e até desencadear sintomas de depressão sazonal, especialmente entre pessoas que já enfrentam algum transtorno psicológico.
É comum notar uma queda na energia, maior irritabilidade e até dificuldades de concentração nessa época do ano. O organismo entra em modo de conservação, e isso se reflete no comportamento emocional.
Para amenizar os efeitos, a recomendação é manter uma rotina ativa dentro das possibilidades — com exercícios físicos mesmo em ambientes fechados, horários regulares para dormir e se alimentar, e buscar momentos de prazer e contato social, ainda que virtualmente. Pequenas ações, como abrir as janelas pela manhã para deixar a luz entrar ou ouvir música, já ajudam o cérebro a equilibrar os níveis de serotonina e dopamina, explicam os psicólogos.
Cuidados com a saúde física
O frio também é terreno fértil para doenças respiratórias. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas são os mais afetados. Nesse sentido, a orientação da Saúde Pública é manter a vacinação contra a gripe em dia, hidratar-se adequadamente e evitar aglomerações em ambientes fechados.
As unidades de saúde da cidade já registram aumento de até 30% na procura por sintomas típicos de gripes, resfriados e alergias. A Prefeitura também reforçou ações para acolhimento de pessoas em situação de rua, com ampliação de abrigos emergenciais e distribuição de cobertores.
Frio persistente
Segundo o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), o frio deve se manter ao longo do fim de semana, com noites mais geladas e possibilidade de geada nas madrugadas. O céu limpo contribui para uma maior perda de calor durante a noite — e temperaturas negativas não estão descartadas.
Enquanto a população se ajusta à nova rotina térmica, um ponto é consenso entre os guarapuavanos: o inverno por aqui não dá trégua — e saber enfrentá-lo vai além de vestir-se bem. Exige preparo físico, psicológico e, cada vez mais, estrutura social.
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