Artistas se juntam para sustentar o samba e a arte em Guarapuava
Nesta segunda-feira, noite de roda de samba anima o aterro do Parque do Lago
16/02/2026
Em meio ao esforço de artistas locais para manter viva a tradição carnavalesca em Guarapuava, a programação desta segunda-feira (16) concentra outra aposta do evento: uma grande roda de samba coletiva, marcada para as 18h no Parque do Lago, reunindo músicos de diferentes grupos da cidade.
A iniciativa simboliza a tentativa de reorganizar a cena carnavalesca local a partir da mobilização independente de sambistas e produtores culturais, em parceria com a Prefeitura, enquanto ações institucionais – como a campanha “Não é Não”, da Secretaria Municipal da Mulher – reforçam a dimensão social da festa.

A programação integra o “Carnaval no Lago”, que desde o fim de semana ocupa o aterro do parque com atividades voltadas principalmente às famílias e ao público infantil. No domingo (15), oficinas lúdicas, pintura facial e apresentações musicais atraíram dezenas de crianças e responsáveis, marcando a festa como evento comunitário e cultural, ainda distante do modelo de grandes desfiles tradicionais.
Organizadores ligados ao movimento de sambistas da cidade afirmam que a roda de samba desta segunda-feira tem caráter simbólico. A proposta é reunir integrantes de diversos grupos locais em uma formação conjunta, destacando a cooperação entre artistas como caminho para reconstruir a presença do Carnaval no calendário cultural municipal – ou, até mesmo, para manter uma "chama" de cultura autêntica na cidade.
Guarapuava sempre teve tradição de carnavais de clubes, mas nem isso existe mais. Até a década de 60, havia desfiles de ruas. Em anos recentes, houve tentativa de reativação de escolas de sambas e corsos momescos, que não prosperam pela descontinuidade.
Há sérias dificuldades estruturais e financeiras enfrentadas por coletivos culturais, cenário que levou músicos a apostar em formatos colaborativos e de menor custo. Isto reflete o panorama cultural em Guarapuava, que se acentua num processo acumulativo.
A indústria cultural é determinante para o sucesso de políticas volta para o turismo e eventos, assim como da cena noturna da cidade – igualmente vital para este segmento econômico.
Programação também teve espaço para crianças; campanha de proteção às mulheres é permanente
Não é não
Além da programação musical no Parque do Lago, o evento mantém ações de conscientização. Equipes da Secretaria Municipal da Mulher participam das atividades com a campanha “Não é Não: no bloco e nas redes”, distribuindo materiais informativos, orientando o público e oferecendo apoio em casos de assédio.
A presença institucional busca alinhar a retomada das festividades à agenda de segurança e respeito nos espaços públicos, tema que tem se tornado recorrente nas políticas culturais associadas ao Carnaval.
A programação segue até terça-feira (17), quando está previsto desfile de samba pelas ruas centrais, seguido de shows no palco do Lago. Para artistas e organizadores, o desafio vai além do calendário de 2026: consolidar uma rede cultural capaz de sustentar, de forma permanente, a realização do Carnaval local.
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