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Sem água, bairros de Guarapuava enfrentam incerteza após falha em sistema de captação

Versão oficial contradiz informações sobre uso de geradores a diesel

22/03/2026

Uma parcela significativa da população de Guarapuava enfrentou, desde a tarde de sábado (21), um cenário de desabastecimento de água que se estendeu pela noite e avançou pela manhã seguinte, após a interrupção no sistema de captação operado pela Sanepar. O problema, segundo a companhia, foi provocado por falha no fornecimento de energia elétrica na bomba instalada no Rio das Pedras, estrutura central para o abastecimento da cidade.

De acordo com a empresa, a ocorrência teve início por volta das 15h e comprometeu toda a cadeia operacional – da captação ao tratamento e à distribuição. Entre os bairros com falta de água estão Industrial, Boqueirão, Alto Cascavel, Vila Bela, Morro Alto, Vila Carli e Santana, além de relatos dispersos em outras regiões.

Nas redes sociais, moradores relataram surpresa com a interrupção e criticaram a ausência de aviso prévio. “Mais alguém sem água no Alto da XV?”, escreveu um usuário. “Cidade inteira sem água ou só na Vila Bela que está desde as 15h sem? Ninguém avisou nada, complicado”, publicou outro.

A previsão inicial da Sanepar indicava normalização ainda durante a madrugada de domingo (22), mas foi revista. A companhia passou a projetar a retomada do abastecimento apenas ao longo da manhã, sem detalhar o tempo necessário para estabilização completa do sistema.

Em nota, a empresa afirma que o funcionamento do sistema depende diretamente de energia elétrica. “A falta de luz interrompe captação, tratamento e distribuição. Por questões ambientais, o uso de geradores é limitado até a retomada da energia”, informou.

Nos bastidores, porém, circulam informações – não confirmadas oficialmente pela companhia – de que o bombeamento no ponto de captação estaria sendo realizado há semanas com motores a diesel, o que, em tese, reduziria a dependência imediata da rede elétrica. Procurada, a Sanepar não comentou essas alegações até a última atualização desta reportagem.

Enquanto isso, a orientação oficial é de uso racional da água, com prioridade para alimentação e higiene, e adiamento de atividades não essenciais até a normalização do serviço.

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