Segundona Pega Fogo! Batel joga a vida contra o Foz neste domingo (22)
Rubro-Negro precisa vencer com diferença de dois gols
22/06/2025
A 2ª Divisão do Campeonato Paranaense entra em sua reta decisiva neste domingo (22), e a bola vai rolar com clima de decisão para o Batel de Guarapuava. O Rubro-Negro entra em campo contra o Foz, jogando na Capital das Cataratas, com a dura missão de vencer por dois gols de diferença e, com isso, classificar-se para as semifinais da Segundona.
É um confronto direto que vai definir o futuro das duas equipes, com franco favoritismo do Foz, que venceu o Batel na primeira partida do mata-mata, por 1 a 0. Com esse resultado, o Foz precisa apenas de um empate para se classificar e tirar o Batel definitivamente da competição.
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O Nacional (de Campo Mourão) é a primeira equipe a confirmar presença nas semi-finais, ao derrotar ontem (sábado) o Patriotas (de Paranaguá) pelo placar de 1 a 0. Os demais times cumprem a rodada neste domingo.
A missão do Batel é dura, mas não impossível. Pressionado pela necessidade de resultado, e sabendo que perder de 1 ou de goleada não faz nenhuma diferença, o técnico Lúcio preparou a equipe batelina para um jogo ofensivo. Apesar de o Foz ter um elenco mais preparado, o Rubro-Negro conta com a tradição do futebol de Guarapuava e pode surpreender. O Rubro-Negro entra em campo com sede de gol e estratégia para administrar vantagem, com reforço na zaga, para evitar reconhecidos erros que deram vitórias para os adversários nas últimas partidas.
Raça e talentos individuais, as "armas" do Batel
Batel joga com um olho na bola e outro na tabela
Com 10 pontos, o Rubro-Negro ocupa a última colocação entre os 6 primeiros da tabela. O Foz, seu oponente de hoje, é o terceiro colocado (17 pontos), com desempenho praticamente igual ao do segundo, o Paranavaí (também com 17 pontos e vantagens em saldos). O Nacional subiu de 11 para 14 pontos com a vitória de ontem e já garantiu a classificação porque a atual fase (quartas de final) é pelo sistema de mata-mata, com jogo de ida e volta entre dois times, eliminando o perdedor.
O maior troféu da Segundona é o acesso para a 1ª Divisão. Os dois primeiros colocados do campeonato sobem, automaticamente, para os clubes de elites do Futebol Paranaense.
O melho desempenho da Segundona é do Galo do Maringá, que enfrenta hoje o Toledo, oitavo lugar na tabela, com 9 pontos. O Galo é o líder invicto (23 pontos) e tem os dois pés na 1ª Divisão, visto como virtual campeão, dono de uma campanha quase perfeita. A outra vaga, no entanto, segue aberta e embolada, a depender do fechamento deste domingo.
Rubro-Negro investe num elenco novo e humilde, onde sobressai o talento do técnico Lúcio Rodrigues (no alto)
Apesar das dificuldades e das derrotas recentes, o Batel chega ao atual estágio com a certeza de dever cumprido
Ao entrar nas quartas de final, o clube garantiu sua vaga na 2ª Divisão para o ano que vem, e o presidente da SAF (Sociedade Anônima de Futebol), Leonardo Mattos Leão, diz que esta era o principal o objetivo, considerando o volume de investimentos realizados no clube.
A direção avalia que o retorno do Batel ao futebol profissional é recente e o primeiro desafio foi atendido com satisfação, quando o time sagrou-se campeão da 3ª Divisão. Agora, subir à 1ª Divisão exige uma nova preparação.Na atual Segundona, times como o Galo e o Paranavaí investem pesado para ingressar nos clubes de elite, num contexto que, além de um patrocinador-chave, o cantor Gusttavo Lima, tem o apoio da empresa Wav Bank para a temporada de 2025.
Os empresário Leonardo Mattos Leão e Felipe Cruz, diretores da SAF Batel
O Galo Maringá divide as atenções do torcedor de Maringá, uma das potências do Norte Paranaense, ao lado do Grêmio Maringá. Antes conhecido como Aruko, com patrocínio de investidores japoneses, o Galo acumula uma "expertise" que combina administra empresarial, bolsa de atletas e resultados dentro do campo.
O Batel, além do Grupo Mattos Leão, que tem à frente o multi-empresário Leonardo Mattos Leão (atua, também, no setor educacional e da indústria madeireira), conta como sócio o empresário rural Felipe Cruz, dono de uma marca de feijão.
A presença de um jovem empreendedor sinaliza a abertura do Batel para novos tempos no próximo campeonato, independentemente da final da Segundona. Há muito serviço, e desafios, pela frente: organizar o clube, a equipe, o estádio, as torcidas organizadas, a comunicação, a arrecadação. Pode parecer muito, mas é justamente isso que mantém um organismo esportivo vivo (como qualquer outro setor), ainda mais sendo futebol, onde paixão e gols são os principais ingredientes.
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